Você já procurou ouvir o próximo?

Por Aleadine Batista (@aleebatista)

Esses dias eu estava lendo a coluna da escritora Adriana Antunes, que discutia sobre como julgamos um livro pela capa. Aí em um momento ela traz o assunto um pouco mais para o cotidiano e pergunta “Quantas vezes julgamos o outro pela aparência?”.

Deixando os livros de lado, como agimos com(o) ser humano? Quantas vezes julgamos alguém? E quantas vezes somos julgados sem que nos conheçam? Refleti muito sobre isso e permaneço refletindo.

Quando nos permitimos ouvir o outro, não só conhecemos a outra pessoa, como podemos nos reconhecer e nos perceber. Às vezes na angústia do próximo, percebemos que também temos nossos medos, nossos anseios… E o quanto seria chato se só falássemos e não pudéssemos ser o ouvido do outro. É praticando a leitura do amigo que encontramos o que há em nós, os nossos sentimentos, as nossas ações.

Ouvindo, nos ouvimos. Está difícil de entender? Deixa eu tentar simplificar.

Se só falamos o tempo todo, somos julgados por sermos chatos, por exemplo. Se só escutamos, somos julgados por não sabermos dar conselhos. Tudo deve ser com moderação, assim como a gente precisa se permitir falar sobre o que nos aflige, também devemos saber sentar e prestar atenção no que querem nos falar/passar. Pode ser um momento de riso, de alegria, de medos, sonhos, aflição por não conseguir realizar aquilo que almeja… Mas, devemos nos concentrar no diálogo e não no monólogo.

A fala é um refúgio, porém, é no ouvido que construímos quem podemos ser hoje e amanhã, sem julgamentos.

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