A preferência é da vida

Já que estamos na semana do trânsito, hoje vamos de desabafo. Minhas experiências com o trânsito parnanguara são péssimas. Muito, muito, muito ruins. É impressionante a falta de responsabilidade de uma parcela significativa dos integrantes desse trânsito. 

Minhas rotas diárias incluem Avenida Belmiro Sebastião Marques, Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, Avenida Ayrton Senna e algumas ruas da região central da cidade. Em absolutamente todas elas eu exercito a paciência. 

Pra começo de conversa, eu quero saber qual é a dificuldade que os ciclistas (não todos) têm em usar a ciclovia? É muito mais seguro e é muito mais lógico, além, claro, de ser o correto! 

Na Bento Munhoz da Rocha Neto é a mesma coisa. Além do show de horrores adicional: pedestre fora da faixa. Motorista que não para na faixa, inclusive quando o carro ao lado já está parado e com o alerta ligado. Caminhão que transita por ali sem poder. Motociclista que só falta voar. A lista vai longe. Tudo errado! E quem faz do jeito certo ainda é taxado de besta. 

Eu sou o tipo de motorista que diminui a velocidade em um cruzamento mesmo quando está na preferencial. Eu não confio em preferencial. Cansei de ver acidente em que as pessoas morreram tendo razão. Quem tem preferência mesmo é a vida.

Certa vez, descendo o viaduto da Rua Professor Cleto, quase fomos atingidos por um caminhão que simplesmente não respeitou a placa de parada obrigatória.

Dentre todas as irresponsabilidades do trânsito parnanguara, nenhuma me irrita mais que as que acontecem no final da Rua Manoel Corrêa, na região da Estradinha. Qualquer pessoa com o mínimo de educação para o trânsito e para a vida sabe que quem transita pela faixa da esquerda deve virar à esquerda e quem transita pela faixa da direita deve virar à direita. Se tem uma fila ali, tem que respeitar até chegar a sua vez. Mas, tem uma parcela de pessoas mal educadas e sem qualquer senso de coletividade que simplesmente fura a fila. Já as pessoas que têm educação e esperam sua vez, elas tem que aprender a não dar espaço pra esse povo que fura a fila. E, por fim, era preciso que agentes de trânsito ficassem posicionados nesses locais e aplicassem a pedagogia das multas. 

O desabafo poderia ir longe, mas eu e você temos mais o que fazer da vida. 

Por isso, uso meu relato como pedido de mais consciência, mais respeito, mais responsabilidade e mais prudência. 

Somos um país que tem uma morte no trânsito a cada 15 minutos, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária. Durante a pandemia, de acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), divulgados pela CNN Brasil, 308 mil pessoas foram hospitalizadas devido a acidentes de trânsito.

Já o Ministério de Infraestrutura, que engloba a gestão do trânsito brasileiro, mostra que 53% dos acidentes são provocados pela falta de atenção ou pelo desprezo às leis de trânsito. 

Ou seja, a gente tem condição de melhorar. E aí, seu comportamento vai mudar?

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