Cidade mãe… da violência!

A cada notícia de homicídio na cidade de Paranaguá, as reações se repetem: medo, preocupação, tristeza… Às vezes, de tão comum, até indiferença.

No Brasil, segundo o Atlas da Violência de 2021 – que reúne dados do ano de 2020 – a média de homicídios é de 21,65 para cada 100 mil habitantes. No Paraná, é de 18,32 para cada 100 mil habitantes.

Agora, observe os números de Paranaguá: de acordo com o relatório anual divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP), em 2020 foram 71 homicídios registrados em Paranaguá, o que significa uma taxa de 45,51 homicídios a cada 100 mil habitantes. Mais que o dobro da média nacional e quase o triplo da estadual.

Só em 2021, já foram 61 homicídios na “cidade mãe”. Ainda faltam 108 dias para terminar o ano. Como serão esses dias?

Aos poucos, os crimes deixaram de ser apenas acertos de contas entre integrantes de facções criminosas e se tornaram presentes no cotidiano da população como um todo.
Crimes à luz do dia, no meio da rua, em locais de grande circulação de público. Criminosos cada vez mais destemidos, ousados e certos da impunidade foram ignorando os riscos de atingir inocentes.

E que respostas a bandidagem vai receber? Haverá reforço no policiamento no litoral? Esses policiais vão receber a estrutura necessária? Ou serão postos em risco?

Reforço para o ano todo, é importante lembrar, e não apenas na temporada de verão.

O que tem ocorrido no “berço da civilização paranaense” é parte das coisas que nenhum cidadão pode aceitar.

O telespectador ainda tem sorte porque recebe imagens muito mais amenas do que aquelas encontradas por nossas equipes de reportagem nos locais de crime.

Não é possível que nossos jovens saiam de casa para se divertir em uma noite de sexta-feira e corram risco de serem encontrados por uma bala perdida.

É inadmissível que trabalhadores já tão prejudicados com o momento em que o país vive ainda tenham que ser testemunhas de uma execução, da ação dos bandidos que dominaram a cidade.

Nós já conhecemos a tríade dos políticos a cada ano de eleição: segurança, saúde, educação. Mas, e na prática? Cadê?

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.