Adeus, Copa do Brasil 2021

Créditos: Gustavo Oliveira/athletico.com.br

Por Pierre Andrade

Um time apático, sem rapidez e com sistema defensivo perdido. O Athletico que entrou no Minerão nem de longe é aquele time que o torcedor se acostumou a ver ao longo de 2021. E a derrota é uma pá de cal no sonho do bi da Copa do Brasil.

É verdade que o Furacão caiu de rendimento ao longo do ano. Mas, até então, não havia tido uma partida tão ruim como a desse domingo. O péssimo rendimento aparece justo na reta final, durante a decisão daquele que é um dos maiores torneios do país.

O jogo de ida da decisão mostrou a pior face do Athletico. Foi um time apático, que não soube explorar os espaços deixados pelo adversário e bateu cabeça na defesa. Entrou em campo com o único propósito de colocar todos os atletas atrás da linha da bola e se defender. Péssima escolha.

A estratégia até poderia ter dado certo se, ao recuperar a bola, o Furacão saísse em velocidade principalmente pelos lados do campo. Mas isso não aconteceu em nenhum momento da partida. O rubro-negro perdia velocidade com a bola nos pés e dava todo tempo do mundo para os donos da casa se reorganizarem na defesa. Na hora de propor o jogo, nenhuma criatividade e Nikão anulado pela defesa adversária impossibilitaram chances reais de gol.

A derrota de ontem evidencia o óbvio. Alberto Valentino não tem capacidade para treinar o Furacão. Além disso, demonstra como o elenco é curto e de nível técnico mediano. Para 2022, ano em que o Athletico terá o maior calendário da história, será preciso contratar.

O 4×0 sofrido para o Galo na partida de ida sacramenta o vice da Copa do Brasil. A chance de virar o duelo a favor do rubro-negro é praticamente nula. Ao Athletico, cabe se esforçar para honrar a camisa rubro-negra e repensar o planejamento para o próximo ano.

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