Adeus, Sicupira! Obrigado por tudo

Por Pierre Andrade

Barcímio Sicupira Júnior. Ou simplesmente Sicupira. No mundo da bola, um gênio inigualável. Fora das quatro linhas, um comunicador elegante e gentil.

Sicupira foi um dos maiores jogadores da história desse país. Curiosamente, começou na escolinha do Coritiba. Atuou rapidamente pelo Ferroviário, um dos vários clubes que deram origem ao Paraná Clube. Mas foi no Athletico – à época sem o ‘h’ na grafia – que fez história. Maior artilheiro do rubro-negro paranaense, Sicupira se tornou ídolo pelo futebol dentro de campo e pelo eterno amor ao Furacão.

Pelo time que tanto amou, tinha garra de sobra. Desfilava talento e qualidade técnica dentro das quatro linhas. Em 158 oportunidades, balançou as redes com a camisa que virou sua segunda pele. Em várias vezes mais, demonstrou amor ao clube que o tornou imortal.

Sicupira é a perfeita personificação do trecho do hino que fala que a camisa rubro-negra só se veste por amor. A identificação com as cores vemelha e preta foi tamanha que é quase sinonimo de atleticano. Não à toa, Sicupira foi visto inúmeras vezes nas arquibancadas, torcendo pelo Furacão.

A camisa 8 que por muitos anos Sicupira vestiu dá lugar ao infinito. Ele deixa esse plano para se tornar algo ainda maior. De ídolo, passa a ser lenda. Uma lenda muito real. Que deixará saudade. Que sempre estará no imaginário dos torcedores.

Agora, lá de cima, Sicupira ajudará o Athletico que tanto amou.

Ídolo. História. Lenda. Ou simplesmente Sicupira.

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