É preciso repensar o calendário do futebol nacional

Foto: divulgação/ Flamengo

Por Pierre Andrade

O duelo entre Flamengo e Grêmio tinha tudo para ser o melhor da rodada do Brasileirão. As duas equipes têm atletas de altíssimo nível. O time carioca é intenso, ofensivo e com faro de gol. A equipe gaúcha é reativa, tem um bom sistema defensivo e sabe sair no contra-ataque. Ingredientes perfeitos para um jogão. Mas, no final das contas, a partida foi insuportável.

Os atletas até se esforçaram para proporcionar uma ótima partida. O grande problema foi o desgaste físico. A mente enviava o comando mas o corpo não obedecia.

Os jogadores, principalmente os flamenguistas, estão passando por uma maratona desgastante de jogos. Some-se a isso que muitos atletas ainda defendem as seleções nacionais. Não são poucos atletas atuando quase que sem folga. Nenhum corpo resiste assim.

A culpa, claro, é da CBF. Primeiro por organizar um calendário nacional absurdo! São tantas partidas, que o torcedor até se cansa de assistir a equipe de coração. Não há pausa do estadual para o Brasileirão. Em paralelo, várias equipes participam da Libertadores ou Sulamericana. Alguns ainda disputam o Nordestão. Não há fanático – e nem atleta – que aguente.

A cereja no bolo na sucessão de partidas em sequência no Brasil acontece com a seleção nacional. A Data Fifa no país não é respeitada. Há rodada do Brasileirão mesmo quando o Brasil vai a campo. Desfalca os times e ainda sobrecarrega jogadores.

Para que o futebol volte a ser aquele espetáculo é preciso reduzir o número de partidas. Caso contrário, o físico continuará sendo fator determinante. Continuará sendo o divisor de águas.

Vencerá quem for eliminado primeiro de outras competições, não quem jogar melhor.

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