O Coritiba é o time da virada, versão 2022

Por Pierre Andrade

Se fosse possível descrever os primeiros meses da temporada 2022 do Coritiba em somente uma palavra, certamente a escolhida seria reação. O clube do Alto da Glória tem se acostumado a sofrer, mas sair de campo com resultados positivos. Foi assim contra o Fluminense na vitória por 3×2, com gol no apagar dos refletores. No empate contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte, a equipe verde foi buscar o resultado após o adversário abrir 2×0. E isso na casa do favorito ao título do Brasileirão.

É exatamente esse poder de reação – que diga-se de passagem, o Coritiba demonstra desde o Campeonato Paranaense – que coloca o clube em uma situação confortável na Série A. Mas apesar de ser gostoso reverter aquele placar desfavorável, para um time que sonha voos maiores, é preciso sofrer menos.

O Coritiba tem que ser mais monótono. E já nos primeiros minutos de jogo. O time começa as partidas sem a atenção necessária e dando espaço para os adversários. Para não passar tantos apuros, é fundamental solidez defensiva desde o minuto inicial. Por mais legal que possa ser, vencer no final cobra um preço enorme. O desgaste físico e emocional dos atletas vão às alturas. No final da temporada, é possível que faltem pernas para obter resultados positivos.

Morínigo precisa aproveitar o bom momento do Coxa para suprir as carências do time. Se o Coritiba deixar de ser o time da reação e passar a ser o que vence sem sufoco, pode sonhar com vaga na Libertadores 2023 com tranquilidade.

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