Precisamos falar sobre o Rio Branco

Por Pierre Andrade (@_pierreandrade)

Segunda pior campanha entre todos os 64 clubes que participam da Série D. Segundo pior ataque. Lanterna no Grupo A8. Nenhuma vitória. Nem o riobranquista mais cético esperava uma participação tão ruim da equipe parnanguara no campeonato nacional. Algo indigno para o time que tanto sonhava em ter um calendário anual. 


Vários são os fatores que levam o Leão da Estradinha a essa situação. A começar pela falta de planejamento. Mesmo tendo garantido vaga no ano passado, a diretoria montou um elenco pensando somente no Campeonato Paranaense 2021. Não se estruturou para a Série D. Tanto que precisou de parceria com empresários para trazer alguns jogadores. Por esse erro inicial, se viu obrigado a contratar e dispensar atletas durante o torneio. Não é preciso se esforçar para concluir que esse tipo de erro atrapalha o entrosamento do time.


Outro equívoco da diretoria foi a troca de comando no time. Vitão, que salvou o Rio Branco do rebaixamento no Paranaense, foi demitido logo após o estadual. Em seu lugar assumiu Danilo Fiuza, que não ficou por muito tempo. Três partidas depois foi mandado embora. E o substituto dele foi o próprio Vitão. O técnico que, na visão do clube, não devia continuar, foi chamado de volta. Essa indecisão dificultou a proposta de um estilo de jogo sólido. De jogadas ensaiadas. De posicionamento do sistema defensivo e ofensivo. 


Na equação do futebol, ter mais erros do que acertos, ausência de patrocinadores que banquem o time e impossibilidade de público no Nelson Medrado Dias, resulta em resultados horríveis dentro das quatro linhas. Em vergonha nacional. O Rio Branco que fim de semana após fim de semana perde na Série D, nem de longe é o time que os torcedores se acostumaram a assistir.


O impossível no futebol não existe. Ainda faltam seis rodadas para o término da primeira fase da competição. Se fizer as contas, vai notar que matematicamente, o Rio Branco ainda tem chances de passar de fase. Mas o futebol não é matemática exata. Por isso, a classificação do Leão da Estradinha pode até não ser impossível, mas é algo improvável.

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