Rio Branco: arrecadação milionária, caixa combalido(?) e o risco de perder a Estradinha

Por Pierre Andrade

Talvez nunca na história o Rio Branco Sport Club tenha obtido uma arrecadação tão alta. Parecer dos Conselheiros Fiscais do clube apontam que entre 2019 e 2021, período em que foi presidido por Erminho Oliveira, o Leão da Estradinha acumulou R$2,9 milhões. Por sua vez, a dívida deixada pela diretoria que renunciou no mês de setembro é de R$884 mil. Em tese, situação financeira confortável.

Era de se imaginar, então, que as finanças do alvirrubro estivessem bem melhores. Mas a realidade é outra. O Rio Branco está em débito com o Ato Trabalhista, acordo que permite o parcelamento da dívida do clube. Deve R$20 mil dos R$60 mil da última parcela. O departamento jurídico contratado pela antiga diretoria pediu até o dia 15 de outubro para quitar esse atraso. Caso a justiça não acate o pedido, o maior patrimônio estrutural do Rio Branco corre sério risco. O Estádio Nelson Medrado Dias, a Estradinha, foi penhorado como garantia do cumprimento do acordo.

Nada justifica que uma dívida de R$20 mil reais – fora o compromisso de pagar todas as parcerlas – coloque em risco a Estradinha. E justamente em um período de tamanha bonança. A antiga diretoria deveria ter agido para antecipar os pagamentos e deixar o caixa reforçado. Não o fez. E agora, o novo presidente, Mauro José De Lazzari, empossado no dia 08 de outubro, assume pressionado para solucionar em curtíssimo prazo o débito deixado pela gestão anterior.

É assustador que um clube que arrecadou quase R$1 milhão por ano nos últimos três anos, com uma das folhas salariais mais baixas do estado, se encontre numa situação de atraso no cumprimento das obrigações financeiras e sob risco de perder o maior patrimônio material que possui. E a pergunta que fica é: como foi gasto tanto dinheiro?

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