As armadilhas para o feminino
Foto: Reprodução/Internet

Fomos aculturadas a competir uma com as outras, tínhamos a obrigação de sermos as melhores bordadeiras, as melhores cozinheiras, as melhores mães, para que conseguíssemos realizar o melhor casamento. Esta competição perdia força após esta mulher constituir sua família, na gestação havia uma mobilização das mulheres da família que não permitiam que a gestante levantasse peso, fizesse força e zelavam pelo resguardo destas mulheres, auxiliando inclusive na alimentação desta puerpéria, ato de investimento de afeto que gerava gratidão entre elas que perpetuava nas relações.

Atualmente vemos no mercado de trabalho mulheres ocupando cargos de chefia, porém com baixa tolerância as questões do feminino, como a TPM por exemplo, ou as dificuldades que uma mãe passa no seu cotidiano como levar seu filho ao médico ou ir a uma reunião de escola, o que é tão importante para ajustar comportamentos e alinhá-los com a escola para que tenhamos uma geração saudável, segura e ajustada.

Nós mulheres, estamos sendo arrastadas para uma competitividade feminina sem perceber, o índice de violência obstétrica é importante e sabemos que muitas vezes é praticada por outra mulher. Dados científicos comprovam que mulheres que estão exercendo um cargo de poder, elas compõem sua equipe com um percentual maior de mulheres, ou seja, quando uma mulher reconhece o potencial feminino ele passa a ser agregador.

A competição no mundo capitalista sempre vai existir, a questão é: qual modelo de Mulher eu quero ser?

Por Carla Slongo.

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