As Marias
Foto Ilustrativa/Grupo As Marias

As discussões sobre violência de gênero ganharam espaço no litoral. Ainda não chegou ao ponto de provocar redução no número de ocorrências de mulheres agredidas, por exemplo, mas dar voz, jogar luz sobre o assunto é um passo importante nessa caminhada. 

Foi assim que nasceu o projeto Vivas. Inicialmente com uma página no Facebook e, hoje, com esse espaço importante no portal da TVCI. O lema “pela vida das nossas mulheres” já sugere que esse espaço pode ir além da abordagem de casos de agressões. É preciso trabalhar também o empoderamento para que todas as mulheres possam viver com dignidade. 

Sob a mesma ótica, um novo grupo surge na cidade de Paranaguá: “As Marias – Coletivo Feminino de acolhimento às vítimas de violência doméstica”. Idealizado pela advogada Leilane Braga, o grupo leva informação como ferramenta para a transformação de vidas. 

“Não passa um dia sequer sem que eu atenda uma mulher ou responda uma mensagem de orientação para elas. A maioria não quer se identificar, então me procura no privado para relatar a situação em que vive”, conta Leilane. 

Abrir espaços para que as mulheres possam compartilhar suas experiências, sejam elas boas ou ruins, é necessidade nos tempos atuais. 

Mesmo naqueles detalhes bobos do dia a dia, o machismo – e as raízes da violência de gênero – ficam evidentes e foram eles que motivaram a advogada na criação do coletivo: da entrega da comanda em um restaurante diretamente ao homem ao clássico do trânsito “tinha que ser mulher”. 

“Há mulheres [vítimas de violência] que têm medo de sair de casa porque seria abandono de lar. É mentira! Tem o medo de perder a guarda dos filhos porque saiu de casa. É mentira! A nossa principal arma é a informação contra as coisas que os homens falam para as mulheres para manter um relacionamento que já acabou, mas que eles querem continuar manipulando”, detalha Leilane. 

Mesmo sendo uma só, ela faz a diferença na vida de muitas mulheres que se veem reféns de relacionamentos abusivos. E a coluna de hoje é sobre isso. É sobre oferecer aquilo que você tem para ajudar outras mulheres. 

Juntas, nós podemos transformar vidas. Promover liberdade. Estimular empoderamento. Juntas, somos Marias, somos Vivas. 

Serviço:

Você pode acessar a página do coletivo através deste link: https://www.facebook.com/groups/224605792904263/?ref=share

Se você sofre violência doméstica ou conhece alguém que se encontra no ciclo de violência, denuncie! Disque 180 ou 100.

Por Débora Mariotto.

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