Dia de Luta contra a Violência à mulher, são todos os dias

10 de outubro: Dia Nacional de Luta contra a Violência à mulher

Em 10 de outubro de 1980 um movimento de mulheres se reuniu nas escadarias do Teatro Municipal, em São Paulo, para iniciar um protesto contra o aumento de crimes de gênero no Brasil. Esta data tem tomado relevância maior no combate e prevenção à violência contra a Mulher, pois, através dela algumas mulheres podem se descobrir vítimas e fazerem a denúncia.

A violência contra as mulheres é um fenômeno universal e acontece em todos os países do mundo. Embora ocorra em vários cenários, a violência doméstica é predominante e ainda compreendida como “normal” em muitas culturas. Infelizmente, a vítima de violência geralmente é questionada e em muitos casos os aspectos que a mantém no relacionamento com o agressor são mais julgados que o comportamento do agressor.

O primeiro passo para lidar com a violência de gênero é aprender a detectá-la. “A violência de gênero geralmente se manifesta primeiro como agressão verbal em suas formas mais encobertas. É muito importante conhecer seus mecanismos, porque as consequências psicológicas do abuso psicológico são as mesmas ou mais graves que as do abuso físico. Sempre tem alguém que pergunta por que ela não sai desse relacionamento? Em vez de perguntar por que ele a agride? A sociedade tende a colocar o centro de gravidade dos maus-tratos na vítima, procurando as razões pelas quais ele merece ou se deixa ser maltratado, e justifica o agressor dizendo que está doente ou é alcoólatra”. (CORREA, 2020)

Uma forma de violência psicológica refinada e muito comum é o Gaslighting. É uma manipulação psicológica feita pelo parceiro abusivo que leva a vítima a duvidar de sua sanidade. O agressor induz a parceira a crer que sua percepção da realidade está equivocada, omite informações e forja a realidade. Culpa-a pela agressão, traições, brigas, simula até acidentes. Pode acontecer em casos domésticos ou abuso/assédio sexual no trabalho.

No trabalho é aquele contato físico desconfortável com o colega do sexo oposto, mas sempre “justificado” pelo mesmo, comentários de cunho sexual, ou o assédio propriamente dito, mas realizado de forma que a palavra da vítima seja contestada. A própria pessoa passa a desconfiar de sua percepção “eu devo ter entendido errado”; “fulano tocou meu seio sem querer”.

Vale lembrar que homens e mulheres exercem e sofrem violência, entretanto, independentemente de sua forma, natureza ou consequências, majoritariamente seja praticada pelos homens. Existem explicações culturais e evolutivas para o comportamento agressivo. Mas, especialmente no caso da violência de gênero, vítima e agressor são pessoas próximas e ocorre no âmbito doméstico ou quando ambos não coexistem mais e, isso se torna mais preocupante.

Precisamos romper esse ciclo, essa cultura e quanto mais conscientes, melhor.

Você não está sozinha, juntas permanecemos Vivas! Denuncie ligando para o 180. Dia 10 de outubro – todos juntos contra a violência à mulher.

Por Jadja Ruhoff.

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