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Deltan Dallagnol é eleito senador pelo Paraná com 2,8 milhões de votos

Ex-procurador da Operação Lava Jato foi eleito com 2.813.338 votos, segundo apuração com 96,45% das urnas do Estado.
Imagem: Crédito: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

Deltan Dallagnol (Novo) foi eleito senador pelo Paraná nas eleições deste domingo (4). Com 96,45% das urnas apuradas, o ex-procurador da República somava 2.813.338 votos válidos, garantindo uma das duas vagas destinadas ao Estado no Senado Federal.

A eleição marca o retorno de Dallagnol à política institucional após a passagem pela Câmara dos Deputados e ocorre três anos depois de ele perder o mandato de deputado federal por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dallagnol ganhou projeção nacional durante sua atuação como procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. A operação, iniciada em 2014, investigou um amplo esquema de corrupção envolvendo contratos da Petrobras e grandes empreiteiras. Dallagnol se tornou um dos principais nomes da força-tarefa e passou a ter destaque no cenário político nacional.

Em 2021, deixou o Ministério Público Federal. No ano seguinte, filiado ao Podemos, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Paraná e foi o candidato mais votado do Estado para o cargo, com cerca de 344 mil votos.

Apesar da votação, o registro da candidatura foi posteriormente indeferido pelo TSE. Em maio de 2023, a Corte determinou a perda do mandato, após considerar que Dallagnol havia deixado o Ministério Público Federal enquanto havia procedimentos que poderiam resultar na abertura de processos administrativos disciplinares. Com a decisão, ele deixou a Câmara dos Deputados.

Para as eleições de 2026, Dallagnol se filiou ao Partido Novo e lançou candidatura ao Senado pelo Paraná. O registro foi inicialmente aprovado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por 4 votos a 3. A decisão, no entanto, foi questionada no TSE.

Na véspera da eleição, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia indeferido a candidatura e determinado que eventuais votos recebidos por Dallagnol fossem considerados nulos. A decisão foi posteriormente suspensa pelo presidente do TSE, Nunes Marques, na manhã deste domingo. Com isso, o registro da candidatura foi mantido e os votos passaram a ser processados, enquanto o caso aguarda análise do plenário da Corte.

Com a votação deste domingo, Dallagnol volta ao cenário político paranaense como um dos representantes do Estado no Senado Federal. O mandato, caso a eleição seja confirmada definitivamente pela Justiça Eleitoral, terá início em fevereiro de 2027 e duração de oito anos.

Trajetória pública

Deltan Martinazzo Dallagnol nasceu em Pato Branco, no Paraná, em 1980. Formado em Direito, ingressou no Ministério Público Federal e construiu a maior parte de sua carreira na instituição antes de assumir protagonismo nacional na Operação Lava Jato.

Na força-tarefa em Curitiba, Dallagnol atuou na apresentação de denúncias e na condução das investigações relacionadas ao esquema de corrupção na Petrobras. A atuação na Lava Jato fez com que seu nome ganhasse projeção nacional e também o colocou no centro de debates e controvérsias envolvendo a operação e a atuação do Ministério Público.

Após deixar o MPF, ingressou na política eleitoral. Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Paraná com a maior votação entre os candidatos ao cargo no Estado. O mandato, porém, durou poucos meses após a decisão do TSE que indeferiu seu registro de candidatura.

Fora do Congresso, Dallagnol manteve atuação política e, em 2026, voltou a disputar uma eleição, desta vez para o Senado Federal pelo Partido Novo.

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