Com o verão, diversos turistas e moradores do litoral vão até as praias para aproveitar o mar. Com isso, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) alerta os banhistas para ficarem atentos às correntes de retorno no mar, um fenômeno responsável por muitos incidentes de afogamento. Este tipo de corrente é formada pelo retorno da água que chega à faixa de areia com as ondas.
As correntes de retorno são naturais e podem ocorrer em qualquer ponto do Litoral. Isso ocorre por causa da onda trazer uma grande massa de água para a costa e ela precisa voltar ao mar. Esse retorno ocorre em um ponto específico, criando um pequeno ‘rio’ que corre no sentido inverso das ondas.
A corrente tem bastante força, podendo puxar mesmo quem está no raso. Obstáculos como pedras, encostas e molhes favorecem a formação dessas correntes, o que torna essas áreas especialmente perigosas para o banho.
A identificação para quem não está habituado é difícil, por isso os banhistas devem seguir as orientações dos guardas-vidas e as sinalizações colocadas nos locais de risco, que podem mudar durante o dia. Visualmente a corrente está onde não há formação de ondas, caso tenha uma de um lado e outra do outro, o trecho do meio tende a ser uma corrente.
Caso seja puxado por uma corrente de retorno, acene por ajuda e não tentar nadar contra ela, o ideal é deixar que ela te leve e nadar paralelo à praia até sair da faixa da corrente. Caso a pessoa saiba boiar, manter-se flutuando aumenta as chances de resgate pelos guarda-vidas.
O Corpo de Bombeiros traz recomendações para evitar afogamentos em correntes de retorno:
Procure sempre locais protegidos por guarda-vidas
Lembre-se: água no umbigo é sinal de perigo
Respeite todas as placas de sinalização de risco
Converse com o guarda-vidas para saber os pontos mais seguros para banho
Nunca nade próximo a pedras, encostas ou molhes
Mantenha crianças sempre no raso e ao alcance de um braço do adulto responsável
Evite ingestão de álcool antes de entrar no mar
Ao ver alguém em perigo, acione imediatamente os guarda-vidas ou o telefone 193


Foto: CBMPR







