O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (Cislipa), presidido pelo prefeito de Paranaguá, Adriano Ramos, convocou uma reunião na manhã desta sexta-feira (7) para expor os problemas encontrados pela nova gestão e apresentar as perspectivas de melhorias para os próximos meses, incluindo o aumento salarial dos servidores.
De acordo com o diretor executivo do Cislipa, Daniel Fangueiro, foram encontradas dívidas trabalhistas deixadas por administrações anteriores, incluindo pendências com FGTS, INSS e prestadores de serviços.
“Existem 400 ações trabalhistas, precatórios a vencer e acordos a serem quitados. Aproximadamente R$ 660 mil correspondem a dívidas de precatórios”, explicou Fangueiro.
Outro problema abordado foi a recorrente falha no número 192, prejudicando o serviço do SAMU em todo o litoral. Apesar de a operadora de telefonia responsável pela linha já ter sido notificada, o problema ainda não foi solucionado efetivamente.
Segundo Fangueiro, há a possibilidade de que a regulação do SAMU seja transferida de Paranaguá para Curitiba. Caso a mudança ocorra, o acionamento do serviço passará a operar da mesma forma que a Polícia Militar, com as ligações do litoral sendo direcionadas para uma central na capital, que repassará as ocorrências às equipes da região.
Investimentos e melhorias
Apesar do déficit orçamentário, a nova gestão do consórcio já iniciou melhorias nas condições de trabalho dos quase 120 colaboradores do Cislipa. Instalação de persianas, calhas, pintura, além da compra de camas e colchões já estão em processo licitatório.
Entre os investimentos planejados, estão: a aquisição de uma ambulancha para Guaraqueçaba, contrato de horas de voo para transporte aeromédico e a criação de uma base do SAMU no bairro Padre Jackson, em Paranaguá. A instalação dessa base ajudará a resolver os atrasos no atendimento quando o trem bloqueia a Avenida Roque Vernalha, dificultando a passagem das ambulâncias.
Desde a criação do Cislipa, em 2012, os servidores do órgão nunca receberam um aumento real nos salários – situação que deve mudar em breve.
“Primeiro organizamos internamente. Nomeamos o Dr. Daniel e o procurador Vinícius, que trabalharam em uma planilha para aumentar o salário desses servidores. O aumento real foi de 30% e o vale-alimentação passou para R$ 1.500”, afirmou o prefeito Adriano Ramos.
A medida foi possível após um acordo entre os sete prefeitos da região, que decidiram dobrar os repasses das prefeituras ao consórcio.
“Houve um entendimento de que era necessário um aumento no orçamento para quitar dívidas e pensar no Cislipa como ferramenta administrativa de oferta de serviços de saúde secundária”, explicou Daniel Fangueiro.
Para Rafael Rodrigues, coordenador de comunicação do SAMU, os reajustes e melhorias eram aguardados há muito tempo pelos funcionários.
“Todos os servidores receberam a notícia com bons olhos, especialmente pelo aumento no vale-alimentação no salário, além das melhorias estruturais na base. Estamos esperançosos. É uma nova fase”, destacou.