SABADOU

Sabadou!! Dia de colocar uma roupa bonita, se arrumar e sair para curtir com os amigos. Vamos de Uber, caso alguém passe da conta, é mais seguro. Até aí, tudo bem. Todos fazemos isso, homens e mulheres. É saudável ter vida social.

Algumas orientações típicas de mãe: leve casaco, não beba muito, volte no horário que combinamos, NÃO BEBA DO COPO DE OUTRAS PESSOAS.

Podem ocorrer algumas intercorrências, ainda mais quando se é jovem, parece que precisamos curtir tudo hoje, porque quando chegar a vida adulta, as responsabilidades nos dominam. Que atire a primeira pedra quem nunca ultrapassou alguns limites!

No meu ultimo artigo falei sobre Gaslighting, quando a vítima é culpada pelo agressor e até pela sociedade pela seu comportamento. A pessoa começa a se questionar o que fez de errado, será que bebi demais? Será que ninguém percebeu e poderia ter tentado me ajudar?

No caso das mulheres agredidas isso é muito mais sério. O cuidado tem que ser redobrado. Por que? Por que ser mulher abre um precedente pro abuso? Justamente por ser mulher. Isso tem que mudar.

Mulheres e homens tem que ter o mesmo direito de sair, se divertir e voltar em segurança para sua casa. Já fui universitária também, mas tive a sorte e tenho a sorte de ter amigos e companheiros que me cuidam, isso é amizade.

Mas, infelizmente, nem com todo mundo é assim. O comportamento do agressor deve ser questionado, condenado. A vítima deve ser protegida. Os traumas que um abuso causam podem acarretar danos psicológicos e levam muito tempo para serem superados. Muitas vezes a pessoa não tem recursos para lidar com o abuso e precisa de ajuda profissional.

Quanto ao agressor, repense! O que o leva a agir assim? Ele se vê como agressor? A partir do momento que se percebe como agressor de mulheres, vá procurar ajuda profissional. Isso é doença. O mesmo vale para a sociedade que julga a vítima e não o comportamento do criminoso.

Por Jadja Ruhoff.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.