Motoristas do transporte público de Paranaguá começam greve

Após a assembleia realizada na última segunda-feira (11) ficou decido que os funcionários da Viação Rocio, empresa responsável pelo transporte público coletivo de Paranaguá, entrariam em greve a partir das 9h desta quinta-feira (14)

Havia uma expectativa que a empresa e os funcionários entrassem em um acordo durante as 72 horas que correram a partir do término da assembleia, o que não aconteceu. Nesta quinta-feira (14) os primeiros ônibus até saíram do pátio da empresa, porém as 9h a greve iniciou, interrompendo totalmente o serviço de transporte público em Paranaguá.

Neste momento, diversos funcionários estão em frente a sede da Viação Rocio, esperando respostas das reuniões que acontecem no lado de dentro da empresa, entre diretores da Viação Rocio e representantes do Sindicato dos Motoristas Rodoviários.

A greve acontece após um longo período onde os funcionários ficaram sem receber seus salários e a notícia de que o 13º salário referente a 2020 seria parcelado em três vezes. Além disso os funcionários reclamam da falta de uniformes e a precariedade da frota de ônibus disponível atualmente.

Segundo Adriano Oliveira, funcionário da Viação Rocio, não há uma linha de conversação entre funcionários e empresa. “O que tem acontecido é um desrespeito com todos. Seja desde os funcionários da empresa até os usuários da linha. Essa mobilização que nós fazemos agora foi a única forma da gente conseguir os nossos direitos reivindicados de forma legal”, explica.

Funcionários da Viação Rocio estão na frente da empresa aguardando respostas. Foto: Pierre Andrade

Sindicato dos Motoristas Rodoviários

O Sindicato dos Motoristas Rodoviários esteve presente na assembleia da última segunda-feira (11), onde os representantes sugeriram a classe que a greve começasse nesta quinta-feira (14).

Na manhã desta quinta-feira (14), os representantes da classe estão em reunião com a Viação Rocio, definindo o futuro do transporte coletivo da cidade de Paranaguá. Segundo fontes, a própria empresa já sinalizou que de fato os funcionários tem razão em iniciar essa mobiliação. A empresa pediu paciência aos colaboradores e sugeriu que eles voltassem ao trabalho. Medida esta que foi contestada pelos funcionários que não se sentem seguros em abandonar a grave.

“Nós estamos cientes da situação que acontece na empresa há muito tempo. Acreditamos que conseguiremos nossos direitos na mesa do Tribunal”, conta Joziel Veiga, presidente do Sindicato dos Motoristas Rodoviários.

Transporte alternativo

Tomando conhecimento do caos que a falta do transporte coletivo poderia instaurar na cidade, a prefeitura anunciou na última terça-feira (12) o cadastramento de veículos para o transporte alternativo. A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsu) anunciou que cada motorista poderia transportar até a capacidade máxima do veículo, totalizando desta forma, o valor das passagens e podendo realizar inúmeras viagens diárias. A medida foi duramente contestada pelos taxistas da cidade.

Usuários do transporte coletivo também reclamam

Desde que as medidas contra a Covid-19 foram impostas pelo município, muitas pessoas ficam receosas em utilizar o transporte coletivo. Seja pela possível aglomeração dentro dos ônibus ou então pelas medidas sanitárias que por ventura pudessem não serem cumpridas.

O cenário que pode ser observado nas primeiras semanas de pandemia, eram ônibus praticamente vazios, em um itinerário reduzido. A empresa atribui a queda de faturamento as medidas restritivas.

Porém com o passar das semanas, com o comércio funcionando de forma normalizada, o transporte coletivo voltou a ser uma opção para os parnanguaras. Nas últimas semanas as redes sociais foram bombardeadas de pessoas que utilizam os ônibus na cidade e reclamavam que os mesmos estavam superlotados, inclusive com diversas pessoas em pé. Tudo que vai de contra as medidas e recomendações contra à Covid-19.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.