O caso foi registrado na cidade de Guaratuba, na manhã desta quinta-feira (26). Um adolescente de 15 anos procurou o colégio onde estuda, no bairro Coroados e denunciou para a equipe pedagógica que era vítima de estupro dentro de casa. A Polícia Militar foi acionada para atender a situação.
Segundo o relato do adolescente, os abusos aconteciam há cerca de quatro anos, quando ele tinha 11 anos e eram cometidos pelo padrasto. Os episódios de violência sexual contra ele teriam iniciado quando a família morava em outra cidade.
O adolescente contou ainda que sofria violência física e psicológica. Segundo a vítima, o padrasto dizia que as agressões físicas não eram suficiente e a violência sexual seria uma forma de humilhação. Em uma das situações, o padrasto teria flagrado uma conversa da vítima com a namorada e a partir do conteúdo, teria gerado vídeo com cenas explícitas do casal, por meio de inteligência artificial, como forma de coagir a vítima a não denunciá-lo.
O menino conseguiu romper o ciclo de violência ao fugir de casa e pedir ajuda na escola. De acordo com ele, a mãe tinha conhecimento dos fatos.
A mãe da vítima relatou que não sabia dos casos de estupro, mas tinha conhecimento das agressões físicas. O Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou o adolescente para acolhimento.
Tanto a mulher, como o companheiro, apontado como autor das agressões foram conduzidos para a delegacia de Polícia Civil.
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que instaurou um inquérito policial para investigar o caso.
A vítima deverá passar por escuta especializada.
Os suspeitos respondem em liberdade, uma vez que não foi constatada situação de flagrante no momento da denúncia.


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