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Câmara de Fazenda Rio Grande rejeita abertura de processante que poderia cassar prefeito

Os pedidos foram analisados separadamente, porém, nas duas votações, o resultado foi de oito votos contrários e quatro favoráveis à abertura do processo, levando ao arquivamento dos pedidos.
Reprodução/TVCI

A primeira sessão ordinária de 2026 na Câmara de Vereadores de Fazenda Rio Grande foi marcada por tensão, na tarde desta segunda-feira (2). A Casa de Leis do município abriu o ano com a votação da abertura de uma processante que poderia levar à cassação do prefeito afastado de Fazenda Rio Grande, Marco Marcondes. Por oito votos a quatro, o pedido foi negado.

Apesar do horário da sessão, às 14h, a população se fez presente para acompanhar os trabalhos dos legisladores municipais. Dois requerimentos que pediam a cassação do prefeito foram apresentados logo no início da sessão. Os pedidos foram analisados separadamente, porém, nas duas votações, o resultado foi de oito votos contrários e quatro favoráveis à abertura do processo, levando ao arquivamento dos pedidos.

Votaram contra a abertura do processo:

Esiquiel Franco, Republicanos
Gilmar Petry, PL
Joéliton Leal, PSD
Maciel, PL
Michel Batata, PSD
Fabiano Fubá, PSD
Professor Léo, Solidariedade
Thauana Padilha, PSD

Votaram a favor da abertura do processo:

Caio, Solidariedade
Enfermeiro Zé Carlos, Republicanos
Fernandinho, PP
Laco, PP

Relembre o caso:

As denúncias envolvendo o prefeito da cidade tiveram início a partir da população, com apontamentos de irregularidades, principalmente em contratos na área da saúde. O Ministério Público conduziu uma investigação que resultou na prisão do então chefe do Executivo municipal. Marco Marcondes foi preso no âmbito da Operação Fake Care, que apura possível desvio de verbas públicas envolvendo contratos sem licitação.

A Operação Fake Care teve como alvo uma organização criminosa envolvida em crimes contra a administração pública na área da saúde. Na operação, deflagrada em outubro de 2025, cinco pessoas foram presas, entre elas o prefeito de Fazenda Rio Grande. A investigação do MPPR apura corrupção ativa e passiva, contratação direta ilegal, peculato e lavagem de dinheiro. Segundo o MPPR, o prejuízo ao erário público ultrapassa os R$ 10 milhões.

Apesar do arquivamento pela Casa de Leis, o prefeito do município segue afastado de suas funções.

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