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Cinco mulheres são resgatadas em situação de cárcere privado em clínica de reabilitação de Antonina

Uma das pacientes era algemada e forçada a fazer suas necessidades em um balde, o que evidencia grave violação de direitos humanos.

Cinco mulheres que eram mantidas em situação de cárcere privado em uma clínica particular de reabilitação para dependentes químicos foram resgatadas na segunda-feira (24) em uma ação da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária.

Segundo as investigações da Polícia Civil, uma das vítimas é uma mulher de 22 anos que estava trancada em um quarto conhecido como “quarto zero”, utilizado para isolar pacientes que, supostamente, “não se comportavam bem”. A corporação suspeita que, ao notar a chegada da polícia, o gerente da clínica liberou a jovem, tentando ocultar a prática criminosa.

A vítima que estava trancada no quarto vivia em condições insalubres e realizava as necessidades fisiológicas em um balde. No local, foram aprendidas algemas, utilizadas para conter pacientes nesses ambientes precários, sem banheiro, ventilação adequada e condições básicas de higiene pessoal.

De acordo com a PCPR, o gerente da clínica, de 34 anos, foi preso em flagrante por cárcere privado. A prisão foi homologada pelo Poder Judiciário, e ele permanece preso à disposição da Justiça.

As demais mulheres estavam  internadas em desacordo com a legislação, já que faltavam documentos que comprovassem a internação involuntária de acordo com a legislação.

As vítimas receberam assistência da assistência social municipal e foram entregues de forma segura às suas famílias.

As investigações seguem em curso para verificar a responsabilidade de outros envolvidos e se há outros fatos irregulares.

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