A Diocese de Paranaguá se manifestou, nesta quarta-feira (12), após a prisão do padre Binu Joseph Chollackal, ocorrida na terça-feira (11). Em nota oficial, a instituição afirmou que acompanha o caso e que está colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações.
Segundo a Diocese, a atuação ocorre com “transparência, responsabilidade e serenidade”, respeitando os direitos e as garantias fundamentais de todas as pessoas envolvidas, além do princípio da presunção de inocência.
A instituição também informou que, no âmbito da Igreja, estão sendo adotadas as medidas canônicas consideradas cabíveis para a situação.
A Diocese declarou ainda solidariedade e proximidade pastoral às pessoas que possam ter sido atingidas pelos fatos investigados. No comunicado, reafirmou o compromisso com a dignidade humana, a proteção de pessoas vulneráveis e a prevenção de qualquer forma de violência e abuso.
Ao mesmo tempo, a instituição afirmou que continuará acompanhando o sacerdote, oferecendo a ele assistência pastoral e espiritual, sem que isso represente interferência nas investigações ou antecipação de julgamento sobre sua responsabilidade.
A Diocese pediu que sejam evitados julgamentos precipitados e especulações enquanto o caso é apurado pelas autoridades competentes.
“A Diocese de Paranaguá permanece a serviço da verdade, da justiça, da dignidade de cada pessoa e da proteção da vida humana”, diz o documento.
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Relembre o caso
O padre Binu Joseph Chollackal, de 47 anos, antigo pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Paranaguá, foi preso na terça-feira (11) por descumprimento de medidas cautelares previamente estabelecidas pelo Poder Judiciário, sendo constatado que ele vinha realizando instruções e abordagens a testemunhas, colocando em risco a instrução dos processos em que é réu. A informação foi confirmada pela defesa, que informou ainda não ter tido contato com o sacerdote nem recebido os documentos referentes ao caso e, por isso, não poderia se manifestar naquele momento.
O religioso já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por crimes sexuais envolvendo fiéis. O caso tramita sob segredo de Justiça.


Reprodução/TVCI 






