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Gestante morre seis dias após perder gêmeas no Hospital Regional do Litoral

Aline Alves Jackes, de 33 anos, estava grávida de gêmeas e morreu nesta quarta-feira (26), em Paranaguá. Família questiona atendimento recebido durante a gestação e pede apuração do caso.
Imagem: arquivo pessoal

Aline Alves Jackes, de 33 anos, morreu nesta quarta-feira (26), seis dias após perder as duas filhas gêmeas que esperava. A gestante estava internada no Hospital Regional do Litoral (HRL), em Paranaguá, onde as bebês também morreram.

A família questiona o atendimento recebido por Aline durante os dias que antecederam a morte das crianças e posteriormente da própria gestante. O marido dela, José Martins, relatou que Aline vinha apresentando sintomas como pele e olhos amarelados, dores de cabeça, náuseas, vômitos e tontura.

Segundo ele, a mulher procurou atendimento médico em diferentes momentos, mas teria recebido a orientação de que os sintomas estavam relacionados à gestação gemelar.

De acordo com José, no dia 18 de agosto, Aline estava bastante debilitada e passou por uma consulta. Ele afirma que o médico consultou os exames que estavam registrados no sistema e informou que os resultados estavam normais.

“Ele olhou os exames dela que estavam nos arquivos do computador. Falou para ela que estava tudo normal”, relatou o marido.

Ainda segundo José, Aline recebeu medicação para controlar os episódios de vômito e foi orientada a retornar para casa após receber soro.

No dia seguinte, quinta-feira (19), o casal tinha uma ultrassonografia agendada. Após o exame, José afirma que Aline continuou se sentindo mal e que os dois decidiram procurar novamente atendimento na maternidade.

Segundo o relato, houve demora para que ela fosse atendida. O marido afirma que, após retornar à unidade por volta das 14h com documentos solicitados, permaneceu com Aline durante várias horas sem que, segundo ele, um médico comparecesse ao quarto.

José conta que a situação se agravou e que Aline acabou sendo encaminhada para Paranaguá. Já no Hospital Regional do Litoral, uma nova ultrassonografia teria confirmado que as duas bebês não apresentavam mais batimentos cardíacos.

“Minhas filhas entraram vivas ali dentro da maternidade e já saíram mortas”, afirmou o pai.

O marido também relatou ter acompanhado o momento em que o exame foi realizado e disse ter percebido que não havia mais atividade cardíaca nas crianças. Seis dias depois da morte das gêmeas, Aline também morreu.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Matinhos lamentou a morte da gestante e das duas bebês e informou que está acompanhando o caso.

O município afirmou que serão adotadas as providências técnicas e administrativas necessárias para a apuração das circunstâncias relacionadas ao atendimento.

A Secretaria também informou que disponibilizará acolhimento e suporte aos familiares, incluindo acompanhamento psicológico por meio da rede municipal de saúde.

As circunstâncias que levaram à morte de Aline e das duas bebês deverão ser investigadas pelas autoridades competentes. A reportagem também busca informações junto ao Hospital Regional do Litoral sobre o atendimento prestado à paciente e aguarda esclarecimentos sobre o caso.

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