Após o pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR), a Justiça, por meio da Vara da Infância e da Juventude de Morretes, determinou que a cidade realoque, em até 30 dias, os alunos da Escola Municipal Dulce Seroa da Motta Cherobim para local apropriado, seguro e com estrutura adequada ao funcionamento escolar e garanta o transporte para os estudantes da instituição. Atualmente, a escola passa por obras e, com o retorno das atividades escolares, as aulas ocorrem em instalações improvisadas, segundo o MPPR.
Os mais de 300 alunos matriculados na escola, localizada na Vila das Palmeiras, aguardam a conclusão da reforma do telhado, que teve início em novembro. O ano letivo de 2025 foi encerrado de forma remota, para que a obra pudesse avançar a tempo de ser entregue antes do retorno das aulas — algo que não aconteceu. Sem espaço adequado para o retorno dos alunos, as aulas ocorrem em instalações na sede da prefeitura da cidade.
Conforme decisão da Justiça, os espaços que vão receber os estudantes devem ter salas compatíveis com o número de alunos, instalações sanitárias adequadas, ambiente protegido contra chuva, condições mínimas de conforto térmico — levando em conta as temperaturas altas registradas na cidade — e inexistência de riscos decorrentes da circulação de veículos ou de outras situações que comprometam a segurança dos estudantes.
Entre as determinações, também está a oferta de transporte escolar gratuito para todos os alunos, caso o novo local provisório esteja a mais de dois quilômetros de distância da sede da escola ou da residência dos estudantes, sendo respeitada a capacidade adequada do veículo, sem extrapolar o número de assentos disponíveis.
A TVCI procurou a Prefeitura de Morretes, porém o órgão se limitou a informar que:
“Eventual manifestação sobre o assunto, será disponibilizada nas plataformas oficiais do município.”
Histórico:
Há cerca de um ano, a TVCI esteve no local, a pedido dos pais dos estudantes, que denunciavam a situação insalubre dentro das salas de aula. Em dias de chuva, os alunos dividiam espaço com baldes para conter goteiras; em dias de sol, a falta de ar condicionado dentro das salas tornava o calor absurdo.
Em fevereiro de 2025, a unidade chegou a ser interditada pela Vigilância Sanitária. A medida visou preservar a integridade física de crianças e funcionários. No mesmo ano, a prefeitura adiou o início das aulas, na época, para reparos no telhado, porém, conforme os pais, a medida não foi efetiva, e os problemas estruturais continuaram.


Reprodução/TVCI 






