×

MPPR oferece nova denúncia por crime de violação sexual mediante fraude contra o padre Binu

O crime teria sido praticado no início de 2021 contra uma mulher que procurou o sacerdote em busca de aconselhamento espiritual.

O padre Binu Joseph, ex-pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá, é alvo de mais uma ação da Justiça. O religioso, que recentemente foi condenado por violação sexual mediante fraude, cometida em fevereiro de 2022, foi novamente denunciado pelo mesmo crime.

A nova denúncia foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca de Paranaguá e aceita pelo Judiciário na última semana. O crime teria sido praticado no início de 2021 contra uma mulher que procurou o sacerdote em busca de aconselhamento espiritual, na Ilha dos Valadares, onde o padre exercia seu ministério.

Outras denúncias

Em outubro de 2025, surgiu a primeira denúncia contra o sacerdote. A Justiça acatou a denúncia de importunação sexual, oferecida pelo Ministério Público do Paraná. A vítima, uma jovem de 20 anos, relatou que havia sido tocada de forma indevida durante um atendimento espiritual dentro da igreja. O caso ganhou grande repercussão e em março deste ano, o padre Binu foi condenado a dois anos e onze meses de prisão em regime semiaberto.

Em novembro de 2025, o MPPR ofereceu uma denúncia de estupro mediante fraude, que teria sido cometido contra uma coroinha entre 2010 e 2011.

A Promotoria de Justiça segue com canais abertos para recebimento de denúncias de eventuais novas vítimas do sacerdote, preservando sempre a identidade das denunciantes. Os contatos podem ser feitos pessoalmente na sede da promotoria (Alameda Coronel Elysio Ferreira, 722 – Estradinha), pelo telefone (41) 3422-8620, pelo e-mail [email protected] ou pelo formulário de atendimento disponível no site do MPPR, garantindo-se o anonimato das vítimas denunciantes.

A TVCI procurou a defesa do sacerdote, que reforçou que os processos permanecem em segredo de Justiça. Além disso, a defesa não irá se manifestar, visto que o padre ainda não foi intimado nos termos do processo.

A Diocese de Paranaguá também foi procurada, mas, até o fechamento da reportagem, não havia se manifestado.

 

Nossos Programas