Nathan de Siqueira Menezes, condenado a seis anos de prisão em regime fechado pelo estupro de uma jovem em um posto de combustíveis em fevereiro de 2025 em Paranaguá , teve mais seis meses de detenção acrescentado a pena pelo crime de registro não autorizado da intimidade sexual, além de pagar uma indenização de R$ 2 mil. O A nova condenação saiu nesta quinta-feira (09) e foi recebida com exclusividade pela TVCI.
Na época em que o crime ocorreu, a vítima relatou em depoimento que o ato não consentido havia sido gravado pelo agressor. Porém, durante a investigação inicial, a prova não foi localizada, e o processo seguiu sem o registro. O aparelho celular do réu foi encaminhado para perícia e o Ministério Público do Paraná recebeu o retorno da criminalística. Após um trabalho minucioso, o vídeo contendo o estupro foi encontrado.
“O laudo trouxe a informação de que o registro não foi compartilhado; ele foi gravado e armazenado. E dentro do dispositivo, houve uma tentativa de induzir a erro no momento em que esse dispositivo fosse analisado — o vídeo foi trocado de pasta e incluído em uma pasta com senha — alguns artifícios para que essa prova não fosse encontrada pelo poder público”, afirmou a promotora de Justiça, Simone Berci Francolin, na época.
Com a descoberta do registro, em setembro de 2025, dois meses após a condenação, uma nova denúncia foi oferecida. O agressor está preso desde o dia 26 de março, quando após forte pressão popular, teve seu mandado de prisão expedido e então se entregou à polícia.









