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“Nós estamos dando prioridade para o paciente que tem risco de morte”, diz diretor do HRL

Na tarde desta terça-feira (29), um comunicado fixado na entrada do Hospital Regional do Litoral deixou a população preocupada. O comunicado dizia que a partir daquele dia, o HRL só atenderia pacientes encaminhados pelo SAMU ou Unidades de Atendimento de Saúde da região. Isso significa que caso a população precise de atendimento médico, deverá procurar […]
10-12-09 Hospita Geral de Paranaguá – Foto Arnaldo Alves – SECS

Na tarde desta terça-feira (29), um comunicado fixado na entrada do Hospital Regional do Litoral deixou a população preocupada. O comunicado dizia que a partir daquele dia, o HRL só atenderia pacientes encaminhados pelo SAMU ou Unidades de Atendimento de Saúde da região.

Isso significa que caso a população precise de atendimento médico, deverá procurar pela UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ou UBS (Unidade Básica de Saúde). Até então, o HRL atendia todos os pacientes das sete cidades da região, sendo o hospital referência da Covid-19 no Litoral.

Segundo Giovani Souza, Diretor Geral do Hospital Regional do Litoral essa foi uma medida tomada pelo colegiado, que espera um aumento de população na região durante a temporada. “Durante esse período aumenta muito as situações de trauma, que também são atendidas no HRL. Nosso hospital além de fazer o tratamento de emergência e urgência mantinha uma porta de atendimento para consultas”, explica.

Fora da temporada de verão, o Hospital Regional do Litoral mantinha um atendimento médio diário de 80 consultas. Com isso, a capacidade do Pronto Socorro de atender 31 pacientes mais os 80 em média, resultava em cerca de 30 pessoas que não precisavam estar no hospital, mas sim em UBS e UPA.

“Sabendo disso, o Ministério Público Paraná fez uma recomendação de que o HRL passasse a atender como referência, ou seja, só atenderá consultas de urgência e emergência das unidades da região. Isso foi levado a uma discussão com todos os secretários da 1ª Regional de Saúde, junto com o diretor da 1ª Regional, Funeas, Corpo e Bombeiros, SAMU, Defesa Civil e SESA, onde entendemos que neste momento devido importância da temporada de verão, com o aumento da população na região, as consultas fossem realizadas nas UPAs UBS do Litoral, relata.

Ainda segundo o diretor do HRL, na semana passada quando houve dois afogamentos praticamente simultâneos, um dos pacientes não pode ser transferido para o hospital por falta de espaço. Na ocasião, foi levantado que pelo menos metade dos pacientes que estavam no HRL poderiam ser atendidos pelas UPAS.

No momento o Hospital Regional do Litoral dispõe de 20 UTIs e 10 leitos de cuidados intermediários. Há a expectativa que nos próximos dias haja a ampliação deste número, que passará para 25 UTIs e 25 leitos de cuidados intermediários. Além disso, o HRL se prepara a montar uma “Sala Vermelha”, equipada com monitores e respiradores para atender seis pacientes.

“Isso vai dar dar uma condição muito boa para que possamos trabalhar nas próximas semanas, principalmente nos casos de traumas, afogamentos e acidentes. Nós estamos dando prioridade para aquele paciente que tem risco de morte, e antes nós estávamos atendendo misturado”, finaliza.

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