O padre Binu Joseph Chollackal, antigo pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Paranaguá, foi preso pelo nesta terça-feira (11), por suspeitas relacionadas a crimes sexuais. A informação foi confirmada pelo advogado Giordano Reinert ao JB Litoral, e apurada pela produção da TVCI.
O religioso foi encaminhado ao Departamento Penitenciário de Paranaguá. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias da prisão ou sobre a decisão judicial que determinou a medida.
O advogado Jiordano Reinert informou que ainda não teve contato com o padre Binu após a prisão e que também não recebeu os documentos referentes ao caso. Segundo a defesa, por esse motivo, neste momento não é possível conceder entrevista, apresentar informações detalhadas ou divulgar uma nota oficial sobre a prisão. O advogado afirmou que deverá se manifestar após ter acesso à documentação e às informações do processo.
A Cúria Diocesana de Paranaguá foi procurada pela reportagem, mas, até a publicação desta matéria, não havia encaminhado uma manifestação oficial sobre o caso.
Diocesana de Paranaguá foi procurada pela reportagem, mas, até o momento, não havia enviado um posicionamento oficial sobre o caso.
Relembre as denúncias
O caso envolvendo o padre Binu Joseph Chollackal ganhou repercussão em outubro de 2025, quando o Ministério Público do Paraná (MPPR) ofereceu denúncia contra o então pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá.
A primeira denúncia foi apresentada após uma jovem, então com 20 anos, relatar ter sido vítima de importunação sexual durante um momento de oração na igreja. Segundo o MPPR, o sacerdote teria orientado os presentes a fecharem os olhos e, aproveitando-se da posição de confiança que ocupava entre os fiéis, teria tocado a jovem de forma indevida.
Após a divulgação do caso, outras pessoas procuraram o Ministério Público para relatar possíveis episódios de violência sexual envolvendo o religioso. A Diocese de Paranaguá e o MPPR também disponibilizaram canais para o recebimento de novas denúncias.
Cerca de um mês depois, o Ministério Público apresentou uma segunda denúncia contra o padre, desta vez pelo crime de estupro mediante fraude. Segundo o órgão, o caso teria ocorrido entre novembro de 2010 e novembro de 2011, em Bocaiúva do Sul, onde Binu exercia o ministério religioso na época.
Em outro processo relacionado à primeira denúncia, o sacerdote foi condenado a dois anos e 11 meses de prisão, em regime semiaberto, por importunação sexual. O Ministério Público também requereu a fixação de uma indenização mínima de R$ 20 mil pelos danos sofridos pela vítima.
A condenação e as demais acusações integram o histórico do caso que resultou na prisão do religioso nesta terça-feira (11), em Paranaguá.


Imagem: TVCI 






