O achado macabro registrado na última sexta-feira (6) é investigado pela Polícia Civil de Paranaguá. As informações sobre a identificação do cadáver, se a morte foi ou não violenta e há quanto tempo o corpo estava no local, por enquanto, são perguntas sem respostas.
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Segundo o delegado de Polícia Civil responsável pela investigação, Nilson Diniz, após o achado do cadáver, o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal e encaminhado para o setor de antropologia forense do IML, onde peritos vão realizar um trabalho minucioso para identificar o cadáver.
O corpo foi encontrado sem o crânio e ao lado de um livro supostamente de bruxaria. Embora as evidências apontem para um possível crime, apenas com um trabalho detalhado da perícia técnica será possível apontar se foi uma morte natural ou uma morte violenta.
“Importante destacar que, embora esse corpo tenha sido encontrado sem crânio, não dá pra se apontar, ao menos por hora, que houve um homicídio. Pode ter ocorrido, sim, um crime de destruição de cadáver — ocultação e destruição de cadáver. Por isso que essas conclusões só virão após a elaboração dos laudos pelos setores técnicos”, contou o delegado.
Além do livro de bruxaria, também havia um cartão do transporte municipal e um celular junto ao corpo. Todos os objetos foram recolhidos e serão analisados pela perícia.
De acordo com o delegado, não há nada que indique o cometimento — pelo menos, neste momento — da prática de um crime de homicídio.
Pelo estado em que o cadáver foi encontrado, a suspeita é que o corpo estava no local há aproximadamente um ano, um prazo que dificulta o trabalho da polícia.
“Isso prejudica um pouco a realização desses exames, a coleta de imagens e oitivas de testemunhas, mas, ainda que haja essas dificuldades, a Polícia Civil está trabalhando para apurar o fato”, concluiu.


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