Nesta quinta-feira (11), o Tribunal do Júri de Paranaguá absolveu Iverson Fabiano de Carvalho do crime de homicídio contra Mariângela de Oliveira Luiz. Ele era companheiro da vítima e apontado como suspeito do assassinato ocorrido em outubro de 2005, próximo à região central de Paranaguá.
A brutalidade do crime chocou a cidade de Paranaguá. Mariângela foi morta a facadas em uma praça localizada na Rua Conselheiro Sinimbu. Na época, o crime de feminicídio ainda não era tipificado. O caso foi tratado como homicídio qualificado por motivo torpe.
Mariângela e Iverson mantinham um relacionamento na época dos fatos. Conforme informações de testemunhas ouvidas na época, a vítima teria se envolvido com um homem casado, e sua morte teria sido encomendada em razão deste relacionamento extraconjugal.
O então companheiro da vítima, Iverson, foi apontado como principal suspeito do crime. O corpo da vítima foi submetido a alguns exames. Entre eles, foram recolhidos cabelos e unhas de Mariângela. A expectativa era que fosse localizado material genético do autor, porém, ao ser confrontado com o material genético do companheiro na vítima, o exame deu inconclusivo.
Com a falta de provas que pudessem indicar que o homem sentado no banco dos réus seria o autor do crime, nem mesmo a promotoria de Justiça pôde pedir a condenação do ex-companheiro da vítima devido à falta de materialidade.
Conforme informações apresentadas no júri, algumas testemunhas contaram na época, em depoimento, que o crime teria sido cometido por outra pessoa.
A pergunta que fica é: quem matou e quem mandou matar Mariângela? A produção da TVCI questionou o Ministério Público se o órgão vai pedir a reabertura do inquérito policial. Por meio de nota, o MPPR informou que:
“Até o decurso do prazo prescricional, a Polícia Civil pode realizar investigações para descobrir o autor do crime.”
A Polícia Civil também foi questionada acerca da reabertura do inquérito policial, porém, até o fechamento da reportagem, não havia respondido.









