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Quem matou Mariângela? Caso de mulher assassinada há 20 anos segue sem respostas em Paranaguá

Com a falta de provas que pudessem indicar que o homem sentado no banco dos réus seria o autor do crime, nem mesmo a promotoria de Justiça pôde pedir a condenação do ex-companheiro da vítima devido à falta de materialidade.

Nesta quinta-feira (11), o Tribunal do Júri de Paranaguá absolveu Iverson Fabiano de Carvalho do crime de homicídio contra Mariângela de Oliveira Luiz. Ele era companheiro da vítima e apontado como suspeito do assassinato ocorrido em outubro de 2005, próximo à região central de Paranaguá.

A brutalidade do crime chocou a cidade de Paranaguá. Mariângela foi morta a facadas em uma praça localizada na Rua Conselheiro Sinimbu. Na época, o crime de feminicídio ainda não era tipificado. O caso foi tratado como homicídio qualificado por motivo torpe.

Mariângela e Iverson mantinham um relacionamento na época dos fatos. Conforme informações de testemunhas ouvidas na época, a vítima teria se envolvido com um homem casado, e sua morte teria sido encomendada em razão deste relacionamento extraconjugal.

O então companheiro da vítima, Iverson, foi apontado como principal suspeito do crime. O corpo da vítima foi submetido a alguns exames. Entre eles, foram recolhidos cabelos e unhas de Mariângela. A expectativa era que fosse localizado material genético do autor, porém, ao ser confrontado com o material genético do companheiro na vítima, o exame deu inconclusivo.

Com a falta de provas que pudessem indicar que o homem sentado no banco dos réus seria o autor do crime, nem mesmo a promotoria de Justiça pôde pedir a condenação do ex-companheiro da vítima devido à falta de materialidade.

Conforme informações apresentadas no júri, algumas testemunhas contaram na época, em depoimento, que o crime teria sido cometido por outra pessoa.

A pergunta que fica é: quem matou e quem mandou matar Mariângela? A produção da TVCI questionou o Ministério Público se o órgão vai pedir a reabertura do inquérito policial. Por meio de nota, o MPPR informou que:

“Até o decurso do prazo prescricional, a Polícia Civil pode realizar investigações para descobrir o autor do crime.”

A Polícia Civil também foi questionada acerca da reabertura do inquérito policial, porém, até o fechamento da reportagem, não havia respondido.

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