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Três mulheres são indiciadas por comércio ilegal de medicamentos abortivos em Ponta Grossa

Investigação apontou que as suspeitas utilizavam grupo virtual para organizar a venda de medicamentos de uso restrito hospitalar
Imagem: divulgação

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) indiciou, nesta quinta-feira (23), três mulheres, com idades entre 25 e 28 anos, por suspeita de envolvimento na comercialização ilegal de medicamentos abortivos de uso restrito hospitalar em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

As investigadas foram indiciadas pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Segundo a PCPR, a investigação apontou que os medicamentos eram comercializados de forma irregular, representando risco à saúde pública.

De acordo com o delegado da PCPR Derick Moura, as investigações começaram após uma denúncia encaminhada pelo Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC). O órgão identificou um perfil em uma rede social que anunciava a venda ilegal de pílulas abortivas.

“Embora os anúncios utilizassem um número de telefone de Santa Catarina, a apuração revelou que as investigadas residiam e atuavam em Ponta Grossa”, afirmou o delegado.

Durante a investigação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências das suspeitas. Dispositivos eletrônicos foram apreendidos e, após análise pericial, os investigadores identificaram um grupo virtual estruturado, no qual as mulheres dividiam funções relacionadas à prospecção de clientes e ao controle dos preços dos medicamentos comercializados ilegalmente.

As substâncias anunciadas têm comercialização e uso restritos ao ambiente hospitalar, conforme regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Uma das investigadas atua como enfermeira obstetra.

As três mulheres foram indiciadas e respondem ao processo em liberdade. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

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