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Padre Binu é condenado por crimes sexuais em Paranaguá

A informação foi recebida com exclusividade pela TVCI no início da tarde desta sexta-feira (27).
Imagem: TVCI

Acusado de importunação sexual contra fiéis durante momentos de oração, o ex-pároco da Paróquia de Nossa Senhora dos Navegantes de Paranaguá, padre Binu Joseph Chollackal,  de 47 anos, foi condenado a dois anos e onze meses de prisão em regime semiaberto.

O primeiro caso de repercussão foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) em 21 de outubro de 2025. A ação penal, proposta pela 3ª Promotoria de Justiça de Paranaguá, foi proposta e recebida pelo órgão cerca de três anos após o crime.

“De acordo com apurações do caso, o pároco, que tem nacionalidade indiana e tinha 43 anos na data do crime, valendo-se da posição de respeito e confiança que possuía entre os fiéis, cometeu a importunação em um momento de oração, atuando para que os pais da vítima não percebessem o abuso cometido. O denunciado teria instruído os presentes a fecharem os olhos, oportunidade em que tocou indevidamente a vítima”, disse o MPPR.

Durante as investigações outras vítimas se apresentaram ao MPPR também denunciando casos de violência sexual. Além da condenação, o Ministério Público requer a fixação da obrigação de pagamento de indenização pelos danos sofridos pela vítima, em valor mínimo de R$ 20 mil.

A defesa do líder religioso não se pronunciou sobre a decisão e destacou que o caso corre em segredo de justiça. A produção da TVCI aguarda a nota da Diocese de Paranaguá e do Ministério Público do Paraná.

Relembre o caso

No dia 21 de outubro de 2025, o Ministério Público do Paraná (MPPR)  ofereceu denúncia contra o líder religioso, que na época era pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Ilha dos Valadares, em Paranaguá. Uma jovem de 20 anos denunciou o sacerdote por importunação sexual, o crime teria ocorrido dentro da igreja, durante um momento de atendimento espiritual.

Conforme a jovem, o sacerdote teria instruído a vítima e os familiares a fecharem os olhos em um momento de oração, onde tocou a jovem de forma indevida.

Após o surgimento da primeira denúncia, tanto a Diocese de Paranaguá, como o Ministério Público, disponibilizaram canais para que outras vítimas realizassem denúncias.

Cerca de um mês depois, uma segunda denúncia foi oferecida pelo órgão, desta vez por estupro mediante fraude. O crime teria ocorrido entre novembro de 2010 e novembro de 2011, na cidade de Bocaiúva do Sul, onde o sacerdote exercia seu ministério.

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