Vídeos obtidos durante uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelam cenas de extrema violência atribuídas a dois policiais militares lotados em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado. As imagens, classificadas pelos investigadores como de conteúdo extremamente forte, mostram um homem de 24 anos sendo brutalmente agredido.
Os policiais militares Patrick Luiz da Rosa e Rodrigo Ramos Patrício Pinto são investigados por suspeita de utilizar a função pública e a estrutura do Estado para praticar tortura e extorsão contra vítimas.
De acordo com o relatório da investigação, o vídeo foi compartilhado entre os policiais em agosto de 2025 e contém cenas de intensa violência. O próprio documento do Gaeco faz um alerta sobre o conteúdo e descreve a gravidade das agressões.
Segundo o relatório, a vítima “a todo momento urra de dor em meio aos estrondos secos provocados pelas agressões desferidas com pedaços de madeira”.
Vítima teria sido agredida em mais de uma ocasião
As investigações apontam que o homem filmado havia sido abordado pelos policiais após ser flagrado dentro de uma residência durante o atendimento de uma ocorrência de invasão de domicílio.
Ainda conforme o Gaeco, essa não teria sido a única agressão sofrida pela vítima. Em outra ocasião, o mesmo homem teria sido novamente submetido à violência dentro da sede da 5ª Companhia da Polícia Militar, em Pontal do Paraná, desta vez na presença de outros policiais militares e também de policiais civis.
Suspeita de extorsão
Além das agressões, o Ministério Público apura um suposto esquema de extorsão praticado pelos investigados.
Segundo o Gaeco, mensagens atribuídas ao policial Patrick Luiz da Rosa indicariam que ele chegou a admitir os crimes em conversa com a companheira.
A investigação também aponta que, após ser torturada, a vítima passou a receber mensagens exigindo pagamentos quinzenais de até R$ 3 mil em troca de sua “paz e da de seus familiares”.
O caso faz parte de um inquérito que apura a atuação de policiais suspeitos de utilizar a violência e ameaças para obter vantagens financeiras das vítimas.
Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que reafirma seu compromisso permanente com a legalidade, a moralidade, a ética e a transparência. A corporação destacou ainda que não compactua com qualquer conduta que contrarie os preceitos legais e os valores institucionais.
As investigações seguem sob responsabilidade do Gaeco.
Confira o vídeo na reportagem:









