A cachalote-anão resgatada na Ilha do Mel na manhã da última terça-feira (24) morreu após dois dias de cuidados intensivos no Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD-UFPR). O animal estava sob cuidados da equipe multidisciplinar do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná e, mesmo com diversas tentativas de estabilização do quadro de saúde, não resistiu.
A espécie não costuma aparecer em áreas costeiras e, em geral, habita águas oceânicas distantes da costa. Porém, na última terça-feira (24), populares que estavam na porção oeste da Ilha do Mel visualizaram o animal e acionaram o LEC-UFPR. Na avaliação, foi constatado que o animal apresentava diversas escoriações, incluindo marcas compatíveis com mordidas de tubarão-charuto.
De acordo com o médico veterinário e responsável técnico do PMP-BS/LEC-UFPR, Fábio Henrique de Lima, o quadro era delicado desde a chegada ao centro de reabilitação.
“Desde o resgate, realizamos suporte intensivo e monitoramento contínuo, realizando todos os esforços possíveis para a estabilização do animal. Infelizmente, mesmo com o atendimento ininterrupto da equipe, a evolução clínica foi desfavorável e o animal não resistiu”, explica Fábio.
Após a morte do animal, a equipe iniciou o exame de necropsia para investigar as causas e compreender os fatores que podem ter levado ao encalhe. Foram coletadas amostras biológicas e diversos materiais que serão submetidos a análises laboratoriais e pesquisas sobre a espécie.
Segundo a médica veterinária do PMP-BS/LEC-UFPR, Caroline Jorge, essas análises são essenciais para compreender a causa da morte do animal.
“A necropsia permite investigar o que pode ter levado ao encalhe e a morte, contribuindo para o avanço do conhecimento científico e para o aprimoramento dos protocolos de atendimento e conservação da fauna marinha”, destaca Caroline.
Com informações do LEC-UFPR


Imagens: LEC-UFPR 






