De acordo com números divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2025 o Brasil registrou um recorde histórico de transplantes. Foram cerca de 31 mil procedimentos realizados em todo o país. O número é 21% maior em comparação com o ano de 2022, quando foram feitos 25,6 mil transplantes.
Por meio da coordenação da Central Nacional de Transplantes, em 2025 foram viabilizados 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas. O principal transplante realizado no país foi o de córnea, com quase 18 mil cirurgias.
O recorde também reflete o trabalho coletivo entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB), que garante o transporte rápido dos órgãos até os receptores em qualquer lugar do país.
Cresceu também o número de profissionais que atuam na captação desses órgãos. Mas, segundo o Ministério da Saúde, o maior desafio encontrado pelos profissionais é a recusa das famílias de possíveis doadores. Cerca de 45% das famílias não autorizam a captação de órgãos para doação.
Paraná é destaque
Segundo informações da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), em 2024 o Paraná foi o estado com maior número de doadores de órgãos por milhão de população (pmp), com média de 42,3 pmp, número muito superior à média brasileira, que na época foi de 19,2 pmp.
Em 2025, o estado se manteve entre os estados com maiores índices de transplantes. Até setembro de 2025, o Paraná ocupava a segunda posição, atrás apenas de Santa Catarina.
Conforme a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa), o estado conta com uma das estruturas mais completas do país. São mais de 30 equipes transplantadoras de órgãos e 72 de tecidos, além de cerca de 700 profissionais especializados.
Além disso, há uma capacitação contínua das equipes médicas e da abordagem humanizada junto às famílias, resultando em um baixo índice de recusa familiar.
Com informações do Ministério da Saúde e SESA.


Foto: Grax Medina/MS 






