O boletim InfoGripe, emitido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quarta-feira (29), mostra que a maioria dos estados brasileiros, com exceção do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, está com incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) em nível de alerta, risco ou risco alto. O Paraná está entre os estados que apresentam tendência de crescimento.
Entre as preocupações das autoridades em saúde estão os casos de SRAG associados à Influenza A e ao vírus sincicial respiratório (VSR), que afetam principalmente crianças de até 2 anos e continuam em escalada em todo o país.
“A principal forma de proteção contra os casos graves de vírus Sincicial Respiratório e influenza é a vacinação. Por isso, é essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários, como crianças, idosos e pessoas com comorbidade, tomem a dose atualizada da vacina durante o período da campanha, para ficarem protegidas no momento de maior circulação desses vírus. A vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida”, ressaltou a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.
Em meio ao aumento dos casos graves, a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná alerta para a vacinação antes da chegada do inverno. A meta do estado é imunizar 90% de cada um dos grupos prioritários para vacinação de rotina contra influenza, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com mais de 60 anos e gestantes.
“Estamos entrando no período que é sempre o mais complicado, quando os vírus circulam mais, pois as pessoas acabam ficando em ambientes mais fechados. Além das medidas protetivas, como evitar aglomerações, é muito importante que todos busquem se vacinar. Vacina é a melhor forma de evitar que uma gripe, por exemplo, se transforme em um problema maior de saúde”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
A vacina também é ofertada a outros grupos prioritários, como puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, pessoas com doenças crônicas, pessoas com deficiência, professores, profissionais de saúde, integrantes das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário, portuários, trabalhadores dos Correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas.


Arquivo| Foto: Geraldo Bubniak/AEN 






