O Moegão, maior obra portuária em execução no Brasil, chegou a 95% de execução. A marca foi atingida após içamento do último dos 54 módulos de galerias metálicas que compõem o sistema de transporte de grãos e farelos vegetais.
Estes módulos formam um sistema de cerca de 1,7 quilômetro de extensão que abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras já instaladas. As galerias contam com três linhas de esteiras que vão operar simultaneamente e independente, levando os produtos descarregados dos vagões até os terminais de exportação.
Com a marca atingida, agora as equipes trabalham de forma simultânea em diferentes frentes, como na finalização da linha férrea, que falta poucos metros para a finalização, que deve ser entregue até o final de julho.
Outra atuação é nos prédios de administração e de manutenção, que ficam ao lado da moega, que estão em execução. Outro elemento fundamental para o funcionamento da megaestrutura é a montagem da subestação de energia elétrica, totalmente dedicada ao funcionamento do Moegão.
O edifício da moega já está concluído, além do Sistema de Prevenção e Combate a Incêndio (SPCI). Outra parte que está pronta é a torre de elevadores, responsável por levar os produtos recebidos na moega para as correias de transportadoras aéreas. Os equipamentos do complexo da moega já estão instalados e também prontos para entrar em funcionamento.
A capacidade atual do Porto de Paranaguá é receber até 550 vagões por dia. Com o funcionamento do Moegão, serão até 900 vagões descarregados ao longo de 24 horas. Ganhando uma eficiência operacional de 63%.
O Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos pelo modal ferroviário no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas ao ano. Atualmente são pouco mais de cinco milhões de toneladas.
O Moegão atenderá a 11 terminais portuários do Corredor de Exportação Leste (Corex), responsáveis pela armazenagem e pelo embarque dos produtos nos navios. Cada empresa ficará responsável por se conectar ao sistema de recebimento de carga nas torres de transferência. Algumas empresas já iniciaram esse processo.


Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná 






