Sonhadora, estudiosa, dedicada aos esportes, ao trabalho e as amizades assim os pais descrevem Jenyffer Soares Brau Kruczkievicz Gardini, de 20 anos, encontrada morta às margens da PR-407, em Paranaguá, no dia 26 de fevereiro.
Emocionado, Ricardo Isaak, pai da jovem, que trabalha como motoboy, falou que ela era uma filha excelente e que sempre deu orgulho para a família. “A minha filha sempre foi uma filha muito dedicada aos estudos, fazia esportes, fazia muay thai comigo, ela andava de moto comigo, nas entregas ela sempre estava junto comigo, tudo que ela fazia ela estava comigo, estava com a mãe , que também ficava direto aqui, então era uma filha excelente, não tem nem o que falar dela, nos deu muito orgulho”, disse.
As causas e a autoria do crime ainda são desconhecidas para a Polícia Civil e para os familiares da vítima . Segundo Keila, mãe da vítima, Jenyffer saiu de casa no início da noite do dia 25 de fevereiro dizendo que iria para a igreja. “Ela falou ‘mãe vou tomar um banho e vou pra igreja’ e eu falei ‘você que sabe filha, vai fazer tuas coisinhas’ . Ai ela falou ‘aí, mãe acho que não vou deixar você sozinha’, paradinha aqui no meu corredor, ai como eu tava cortando um frango pra fazer uma janta pro meu esposo, ela falou assim ‘papis esta vindo mais cedo aí mãe” e nisso saiu. Me deu um beijo no rosto e dali a gente não teve mais notícias dela”, contou.
Jhenyffer chegou a mandar mensagem de texto para a mãe por volta das 19h dizendo “mãe cheguei, beijos, te amo”. Já às 22h20, Keila mandou uma nova mensagem para a filha, mas não teve resposta.
Conforme as investigações da Polícia Civil, a vítima não compareceu na igreja localizada no bairro vizinho onde residia em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ela teria pedido um carro de aplicativo e desembarcado em Praia de Leste, em Pontal do Paraná, por volta das 20h35.
O motorista que a trouxe para o litoral foi ouvido duas vezes pelo delegado Nilson Diniz que, segundo a família, já foi descartado pela autoridade policial de envolvimento no crime.
“Logo depois da informação acerca da ocorrência desse homicídio, já realizamos as primeiras diligências com o intuito de identificar esse motorista. Ele foi identificado, foi ouvido quase que imediatamente pela Polícia Civil. Depois a sua versão foi reforçada com outros elementos que foram coletados por investigadores, agentes de polícia aqui da subdivisão policial. Essa pessoa foi ouvida por uma segunda vez para esclarecer alguns pontos que ficaram ainda gerando dúvidas para a Polícia Civil”, explicou o delegado.
A PCPR busca novos elementos que comprovem o que de fato aconteceu entre o trajeto de Pontal do Paraná para a cidade de Paranaguá.
“O que nós temos hoje a certeza, e isso já é evidente já falamos outra vezes sobre isso, ela sai de Pinhais, vem para o balneário Praia de Leste e, em determinado momento, que é isso que vem sendo apurado pela Polícia Civil, ela deixa a cidade de Pontal do Paraná e acaba aparecendo em Paranaguá. Então a Polícia Civil está trabalhando em cima dessa lacuna para concluir esse inquérito policial”.
A família disse que parentes moram no litoral, mas que a jovem não teria ido os visitar. Segundo o pai e a mãe, Jhenyffer não tinha envolvimento amoroso ou com práticas ilícitas.
RELEMBRE O CASO
O corpo de Jenyffer Soares Brau Kruczkievicz Gardini, de 20 anos, encontrado parcialmente carbonizado em um terreno baldio no bairro Jardim Paraná, em Paranaguá, foi identificado nesta quinta-feira (26) na sede do Instituto Médico Legal de Paranaguá. Ela era natural de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e estava desaparecida há pelo menos dois dias.
A vítima foi localizada por trabalhadores da prefeitura que realizavam o serviço de remoção de entulhos de um terreno baldio e obras na Rua Higienópolis, às margens da PR-407. Eles acionaram as equipes da Polícia Militar, que isolaram o local para a realização da perícia pela equipe da criminalística.
Segundo o delegado de Polícia Civil, João Paulo, a princípio, o corpo não estava há muito tempo no terreno. “Por uma análise preliminar, dá para concluir que o corpo não estava ali há muito tempo. A gente conclui isso pelo estado geral, tanto pelo entorno do cadáver quanto pela presença de animais, insetos e inchaço do corpo. Então, conclui-se que não é muito tempo que esse corpo estava aqui no matagal”, disse o delegado.
No entorno do cadáver estavam diversos resíduos, entre eles um galão plástico, que serão submetidos a análises técnicas para saber se possuem relação direta com o achado ou se apenas estavam dispensados no local.