Nesta quinta-feira (27), o Tribunal do Júri de Pontal do Paraná condenou um homem a 35 anos de prisão em regime inicial fechado por matar a própria companheira após jogar gasolina sobre o corpo dela e atear fogo.
A condenação ocorreu após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da Promotoria de Justiça de Pontal do Paraná. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as acusações apresentadas pelo Ministério Público.
Relembre o crime
O crime aconteceu na madrugada de 27 de setembro de 2024, por volta das 5h, na residência do casal, no balneário Praia de Leste.
Segundo a denúncia, o homem não teria aceitado a decisão da companheira de encerrar o relacionamento. Durante a discussão, ele teria jogado gasolina sobre o corpo da mulher e, em seguida, ateado fogo.
A vítima sofreu queimaduras graves nos braços, tórax e mãos. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto Atendimento Médico de Pontal do Paraná, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu.
Júri reconheceu três qualificadoras
Durante o julgamento, os jurados reconheceram as três qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público: feminicídio, motivo torpe e emprego de meio cruel.
Na época em que o crime ocorreu, em setembro de 2024, o feminicídio ainda era uma qualificadora do homicídio. A legislação mudou em outubro daquele ano, quando o feminicídio passou a ser considerado um crime autônomo.
O homem já estava preso preventivamente e, após a condenação, permaneceu detido para iniciar o cumprimento da pena. A Justiça também determinou que ele não poderá recorrer em liberdade.
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