Em uma megaoperação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta terça-feira (7) e quarta-feira (8), resultou em uma desarticulação de um grupo nacional ligado a exploração de jogos de azar. Ação ocorre em 27 cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pará e Goiás, junto ao Ministério Público do Paraná (MPPR).
Até a data desta quarta-feira (8), 55 pessoas tinham sido presas. São 371 ordens judiciais, sendo 85 mandados de prisão preventiva, 102 mandados de busca e apreensão e 184 ordens judiciais de bloqueio de contas bancárias visando o sequestro de R$ 1,5 bilhão. Entre os presos estão as principais lideranças do grupo, dois vereadores e membros dos núcleos financeiro e operacional.
A operação ocorre no Paraná em: Campo Mourão, Sarandi, Maringá, Cianorte, Londrina, Terra Boa, Curitiba, Goioerê, Cascavel, Cidade Gaúcha, Engenheiro Beltrão, Sabáudia, Marechal Cândido Rondon, Paraíso do Norte, Loanda, Medianeira, Faxinal, Apucarana e Alvorada do Sul. Em São Paulo, na Praia Grande e São Paulo. Anápolis, Valparaíso de Goiás e Goiânia, em Goiás. Caçador, em Santa Catarina e Castanhal, no Pará.
Veículos também são visados nessa megaoperação, 132 estão listados e avaliados em mais de R$ 11 milhões, também o sequestro de 111 imóveis, avaliados em mais de R$ 32,9 milhões, e mais de cem cabeças de gado, totalizando mais de R$ 43,9 milhões. Resultado também é a remoção de 21 sites de apostas ilegais.
Segundo investigação, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 2 bilhões por meio de 522 mil operações financeiras, com a exploração dos jogos de azar. Foi identificada a utilização de diversas fintechs para a movimentação de valores por meio de contas bolsões, que impediam a identificação da origem e destino do valores transacionados.
O grupo atuava há mais de 10 anos de forma ordenada e possuía milhares de pontos de exploração de jogos ilegais, sendo 15 mil deles do jogo do bicho. Entre os crimes identificados estão eles organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.


Foto: PCPR 






