Um padre foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por supostos crimes de violação sexual mediante fraude, com abuso de autoridade religiosa, e violência psicológica contra uma mulher, em Paranaguá.
Segundo a denúncia, os crimes ocorreram entre os anos de 2017 e 2024. O sacerdote teria se aproveitado da posição de liderança religiosa e da relação de confiança estabelecida com a vítima para praticar atos libidinosos e submetê-la a situações de violência psicológica.
De acordo com o MPPR, o religioso utilizou supostos rituais de oração e cura espiritual como pretexto para praticar os atos contra a mulher. Os episódios teriam ocorrido tanto em dependências da igreja quanto na residência paroquial.
“Sob o pretexto de realizar orações de cura e libertação de males espirituais, o denunciado teria utilizado falsos rituais para praticar atos libidinosos contra a mulher, em dependências da igreja e na residência paroquial”, informou o MPPR.
Ainda conforme a denúncia, quando a mulher passou a questionar os atos e tentou se afastar do sacerdote, ele teria adotado comportamentos para controlá-la e intimidá-la.
Entre as condutas apontadas pelo Ministério Público estão ligações e mensagens insistentes, além do uso da autoridade religiosa para desacreditar a vítima. O padre também teria feito ameaças relacionadas a supostas “pragas” que poderiam provocar o adoecimento da mulher e de familiares.
Segundo o MPPR, as situações de violência psicológica teriam continuado até aproximadamente a metade de 2024, envolvendo ameaças, constrangimentos, manipulação, humilhação, chantagem e isolamento.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público ainda será analisada pela Justiça. A apresentação da denúncia não significa condenação, e o sacerdote terá direito à defesa e ao contraditório no decorrer do processo.


Imagem: CNBB 






