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Pitbull é morta a tiros por policial militar de folga em Paranaguá

Policial alega que disparou depois de ser atacado pela pitbull. Tutora do animal afirma que o agente teria entrado no terreno sem autorização.
Reprodução/TVCI

Na noite deste domingo (17), a Polícia Militar foi acionada no bairro Emboguaçu, em Paranaguá, para verificar uma situação de disparos de arma de fogo. A denúncia indicava que um policial militar teria entrado na casa de uma moradora e disparado contra uma pitbull que estava acorrentada.

No boletim de ocorrência registrado pela PM, a tutora do animal e o policial militar apresentam divergências sobre o momento em que os tiros teriam acontecido. O agente alega que foi atacado pelo cachorro ao entrar na residência, mas a dona do imóvel afirma que o agente teria entrado sem autorização.

A mulher, de 62 anos, tutora da cadela Kitana, relatou aos policiais que dois dias antes da morte da pitbull, o animal teria pulado o muro da residência, acessado o terreno do militar e atacado o cachorro da família. Um boletim de ocorrência foi registrado na data, e as partes entraram em um acordo, onde a idosa ficou responsável pelos custos veterinários e também deveria aumentar a altura do muro da casa. No entanto, devido às chuvas, a obra não pôde começar, e o animal estava ficando acorrentado.

Neste domingo, a pitbull teria novamente pulado o muro e desta vez, ameaçado a integridade física de pessoas que estavam na casa, incluindo um idoso. A tutora foi chamada e recolheu o animal.

O militar relatou que seguiu até a casa da vizinha para conversar. Ao chegar na residência, o filho da tutora estaria acorrentando a pitbull e teria autorizado que o policial entrasse no terreno. Conforme o relato do agente público, o cachorro teria se soltado e o atacado na perna. Neste momento, o militar teria efetuado os disparos que resultaram na morte do animal.

A responsável pela cadela alegou que o militar teria invadido o terreno já com a arma em punho. Em entrevista para a equipe de reportagem da TVCI, a mulher contou que o cachorro fugiu após um descuido, mas foi rapidamente recolhido. Segundo a tutora, após os tiros, o militar teria dito que havia resolvido o problema.

O militar foi submetido ao teste do bafômetro, que não indicou presença de álcool no organismo. Tanto o policial militar quanto a tutora do animal foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, que está responsável pela investigação. Além disso, a Polícia Militar também instaurou um procedimento interno para apurar a conduta do policial envolvido.

Em nota, a Polícia Civil informou que:

“O autor dos disparos foi encaminhado à delegacia na noite deste domingo (17), em Paranaguá.

Em razão da ausência de testemunhas e de outros fatores analisados pela autoridade policial, o homem foi liberado. Ele apresentava lesões, aparentemente de mordidas de cachorro, e passará por exames periciais para a confirmação.”

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