Após denúncias do Ministério Público do Paraná (MPPR), o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) determinou a prisão preventiva de dois guardas municipais de Paranaguá. Eles são denunciados pela prática dos crimes de tortura e abuso de autoridade.
Segundo a denúncia, o caso teria ocorrido na madrugada de 5 de setembro de 2025, onde dois agentes abordaram um homem no Centro da cidade, com o falso pretexto de cumprimento de mandado de prisão. A vítima teria sido indicado como possível autor do furto de uma bicicleta, o que não foi comprovado.
O homem acusado foi levado algemado em viatura oficial até um local de difícil acesso no Sidrão, na Ilha dos Valadares. No local, os guardas retiraram as algemas e passaram a agredir a vítima violentamente, com tortura, que resultou em lesões corporais grave, tendo ficado incapacitado por mais de 30 dias, por extensas queimaduras de segundo grau.
Um terceiro guarda municipal teria instruído e auxiliado os outros dois a forjarem uma versão oficial dissimulada. Os agentes realizaram um boletim de ocorrência com informações falsas, alegando que abordaram a vítima para resguardá-la contra populares, com o objetivo de encobrir as agressões.
Esse terceiro agente e os outros dois guardas também foram denunciados por abuso de autoridade. Diante dos atos, o MPPR realizou ação cautelar e recurso, argumentando que os investigados atuaram para inverter a instrução criminal, ocultar provas e combinar versões.
A liminar foi concedida, determinando a suspensão da decisão de primeiro grau e a expedição dos mandados de prisão cautelar. O Ministério Público pediu a condenação dos envolvidos, a decretação da perda do cargo público dos agentes e a fixação de valor mínimo de R$ 30 mil para a reparação dos danos sofridos pela vítima.


Reprodução/TVCI 






