A Câmara de Vereadores de Guaratuba rejeitou as contas de 2023 do ex-prefeito Roberto Justus em uma decisão que contrariou o parecer do Tribunal de Contas do Estado do Paraná. O caso agora deve ser judicializado.

Imagem: arquivo pessoal
A votação ocorreu em sessão extraordinária na última sexta-feira (10) e terminou com 9 votos contrários e 4 favoráveis à aprovação das contas. O parecer pela rejeição foi apresentado pelo relator da Comissão de Finanças e Orçamento, vereador Márcio Tarran, que apontou um déficit orçamentário superior a R$ 15 milhões, além de dívidas com o instituto de previdência municipal.
De acordo com o relatório, o município deixou de repassar cerca de R$ 5 milhões ao fundo previdenciário ao longo de 2023, o que contribuiu para o aumento do passivo.
A decisão da Câmara vai na contramão do entendimento do Tribunal de Contas, que havia recomendado a aprovação com ressalvas. Em nota, o ex-prefeito Roberto Justus classificou o julgamento como injusto e repleto de irregularidades. Ele afirmou ainda que pretende recorrer ao Poder Judiciário para tentar anular a decisão.
A defesa do ex-prefeito também se manifestou durante a sessão.
“O que deveria estar em julgamento neste momento, hoje, nesta data, seriam as contas anuais do ano de 2023 do município de Garatuba. Infelizmente o que se apresenta até esse momento aqui, com todas as falas, com o trabalho feito pela comissão, com manifestação de vereadores, vereadores dessas casa, infelizmente, é a execução de um projeto de vingança que não tem outro motivo a não ser macular a pessoa do ex-prefeito Roberto Cordeiro Justus”, disse o advogado.


Imagem: Câmara de Guaratuba 






