Marcelo Roque fala sobre briga judicial e desafios de comandar a cidade em meio à pandemia

Prefeito reeleito de Paranaguá conversou com o Portal TVCi Por: Michel Moreira Marcelo Roque chegou a sede da TVCi na última terça-feira (08) para ser entrevistado pela jornalista Diana Tulio, e o tema não poderia ser outro: coronavírus. Naquele dia, Paranaguá já registrava um aumento no número de casos e aos poucos o hospital de […]

Prefeito reeleito de Paranaguá conversou com o Portal TVCi

Por: Michel Moreira

Marcelo Roque chegou a sede da TVCi na última terça-feira (08) para ser entrevistado pela jornalista Diana Tulio, e o tema não poderia ser outro: coronavírus. Naquele dia, Paranaguá já registrava um aumento no número de casos e aos poucos o hospital de referência na região sofria com a escassez de leitos. Durante sua participação no programa Voz do Litoral, que durou cerca de 15 minutos, Marcelo Roque, juntamente com o coordenador da Sala de Situação da Secretaria Municipal de Saúde, Gianfrank Tambosetti, falaram da real situação do município em meio a pandemia. A preocupação era nítida.

Ao término da entrevista, o levei até a sala do Portal TVCi, onde conversamos por mais 15 minutos e abordamos diversos temas, que foi de briga judicial que até então não confirmava a reeleição de Marcelo Roque, as medidas que poderão ser tomadas caso a situação do município fique mais complicada na pandemia.

Ao questioná-lo a respeito da decisão do Tribunal Eleitoral do Paraná (TER-PR), Marcelo Roque disse estar aliviado. “Eu trabalhei muito nos últimos quatro anos e seria uma injustiça cortar nosso trabalho pela metade. Até porque o povo nos deu essa oportunidade trabalhar por mais quatro anos”, comenta.

Marcelo Roque comenta que havia uma grande expectativa de que de fato houvesse a vitória no TER-PR. “A gente respeita a decisão da primeira instância, mas ela foi reformada por unanimidade. Onde seis pessoas entenderam da mesma forma que não houve um terceiro mandato e que eu estava apto a assumir a prefeitura de Paranaguá por mais quatro anos. E assim a gente espera, que possamos trabalhar quatro anos e desenvolver ainda mais o nosso município”, salienta.

Durante a pandemia do novo coronavírus diversos prefeitos se viram em uma posição um tanto quanto indigesta. A cada medida tomada, levantava críticas de diversas pessoas que não aceitavam tal posicionamento. A limitação da atuação do comércio foi uma das medidas mais contestadas nos meses em que a pandemia se mostra mais agressiva na cidade.

“Nós sempre tratamos o assunto com muita clareza e transparência. Fizemos um trabalho muito difícil, mas as medidas que nós tomamos no começo da pandemia foram medidas acertadas pra que o Hospital Regional do Litoral não entrasse em colapso. Eu falei durante esses nove meses que se nenhum prefeito da região tivesse tomado alguma atitude o estrago seria muito maior, como maior número de casos, maior número de óbitos”, explica Roque.

O Hospital Regional do Litoral serve como referência para casos de Covid-19 na região e nas últimas semanas vem sofrendo com a lotação da “Ala Covid”, espaço reservado para tratamento de casos graves da doença. Todos os casos que necessitem internação no litoral são levados para o HRL, e mais do que nunca há a necessidade de uma segunda via, outro local para atendimento.

Em junho deste ano a prefeitura inaugurou o hospital de campanha, localizado nos fundos do Centro Municipal de Diagnóstico João Paulo II. Foram instalados dez leitos de enfermaria, além do local servir para a realização dos testes de Covid-19. Ontem, a prefeitura anunciou, também, que a Arena Albertina Salmon também será utilizada para o tratamento de pessoas com a doença. Segundo o prefeito, são medidas que visam auxiliar o Governo do Estado no combate a pandemia.

“Essa segunda onda da pandemia está sendo muito mais forte do que a primeira que nós tivemos na metade de julho e começo de agosto. Nossos profissionais de saúde também estão sendo infectados, estamos perdendo os profissionais e não estamos conseguindo contratar. Nosso objetivo é abrir mais dez leitos no hospital de campanha para auxiliar o HRL”, salienta Roque.

Já há casos de pessoas infectadas aqui no litoral do Paraná que estão sendo transferidas para outras cidades como Ponta Grossa, pois também não há mais vagas em hospitais da 2ª Regional de Saúde, que contempla Curitiba e cidades da Região Metropolitana. Neste momento há quatro pessoas internadas no hospital de campanha e que não conseguem vaga no HRL por falta de leito.

Porém ainda é preciso que a população faça a sua parte. Com a queda no número de casos nos últimos meses, as pessoas voltaram a ter a sensação de normalidade. Afinal, houve um afrouxamento nas medidas de distanciamento social, como a permissão do funcionamento de lanchonetes, muitas com música ao vivo. Pessoas sem máscaras agora é muito mais comum de se encontrar nas ruas, aglomerações são mais frequentes. “Cada cidadão ainda deve manter o distanciamento, utilizar máscaras e fazer a higienização das mãos. Não é porque nós tivemos três meses de tranquilidade que devemos baixar a guarda, nós temos que manter. Nós estamos vendo pessoas se aglomerando, pessoas que não estão utilizando máscaras. Precisamos da união de todos neste momento difícil”, finaliza.

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