Vereadores pedem abertura de CPI para investigar denúncia de rachadinha em Matinhos

Às 16h40 desta quarta-feira (02), um grupo de vereadores protocolou um pedido para que as denúncias de “rachadinha” – supostamente praticada pelo vereador Gerson Junior (PL) – na Câmara de Matinhos sejam investigadas em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Segundo o documento, ao qual a TVCI teve acesso, a comissão será criada para “apuração das denúncias vinculadas através de rede de televisão e redes sociais sobre uma possível prática de concussão (rachadinha) supostamente praticados pelo vereador Gerson da Silva Junior”. Além disso, o requerimento afirma que as reportagens divulgadas pela emissora foram anexadas ao pedido de investigação.

Em nota à imprensa, o presidente da câmara, Mario Braga Neto (Pode) informou que “tomará as medidas legais necessárias à elucidação das acusações com a adoção dos procedimentos legais e regimentais cabíveis de forma a garantir a transparência e a dignidade de seus trabalhos perante a sociedade”.

O requerimento é assinado pelos vereadores Rodrigo Gregório dos Santos (Pode), Nívea Gurski (PSD), Lucas Pesco (PSC), Elton Lima (PSC) e pelo presidente da Casa de Leis, o vereador Mário Braga Neto (Pode) e usa como fundamento o Art. 43 da Lei Orgânica do Município e o Art.70 do Regime Interno da Câmara.

O prazo para conclusão das investigações é de 90 dias.

Pedido para abertura da CPI foi protocolado na tarde desta quarta-feira (02)

Relembre o caso

No dia 28 de maio de 2021, a então assessora parlamentar Thalia de Fátima Burzinski registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Matinhos para denunciar supostas práticas de rachadinha e de assédio sexual por parte do vereador Gerson Junior.

A jovem entregou à polícia vídeos do momento em que levava R$ 2 mil à casa do vereador. Nos vídeos, ela afirma que o montante é parte de seu salário e que ela é obrigada a fazer a devolução. A TVCI também teve acesso aos vídeos, que foram exibidos na programação da emissora.

No dia 31 de maio, Thalia foi novamente à delegacia e pediu para mudar o depoimento. Na nova versão, ela disse que foi pressionada por um grupo político a realizar as denúncias.

O caso segue sendo investigado, também, pela Polícia Civil.

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